Diretor da EY defende regulação no futebol: "Mais que fair play, é segurança para o mercado"

Diretor da EY defende regulação no futebol: "Mais que fair play, é segurança para o mercado"

Diretor executivo de esporte e entretenimento da EY, Pedro participou do Esportes do POVO desta terça-feira, 27, e abordou sobre temas que envolvem economia do futebol brasileiro

Em um momento de intensa movimentação financeira no futebol brasileiro, a discussão sobre a implementação de um fair play financeiro e de um ambiente regulatório sólido voltou ao centro do debate.

Durante participação no programa Esportes do POVO, da rádio O POVO CBN, nesta terça-feira, 27, o diretor executivo de esporte e entretenimento da EY, Pedro Daniel, defendeu a urgência de medidas que tragam mais segurança jurídica e econômica à indústria do futebol no país.

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"Mais que o fair play financeiro, é o ambiente regulatório. Trazer uma segurança, não só para os investidores, mas também, os patrocinadores envolvidos na indústria do futebol", afirmou.

Segundo ele, um mercado sem regulação acaba se tornando terreno fértil para aventureiros. “Você acaba atraindo empresas e investidores que não queria que estivessem lá”, alertou.

A preocupação ganha força diante do cenário atual, em que clubes tradicionais como Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG e Bahia passaram a contar com grandes aportes financeiros após a transformação em SAFs (Sociedades Anônimas do Futebol). Esses investimentos trouxeram nova dinâmica ao mercado, mas também um efeito colateral: a inflação no valor de atletas, salários e transações.

“Nós estamos num momento do futebol brasileiro com alta liquidez. Vimos investidores como do Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Bahia, que fizeram grandes investimentos no futebol, que faz com que um movimento inflacionário ocorra”, explicou o dirigente. 

Inspirado no modelo europeu, o fair play financeiro visa equilibrar as finanças dos clubes, limitando gastos acima da capacidade de arrecadação. No Brasil, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), sob nova gestão, tem tratado o tema como uma das metas prioritárias da entidade.

“Agora, com uma nova gestão, o presidente da CBF colocou isso com uma das metas, o fair play financeiro. Não precisa de nenhuma complexidade”, pontuou o executivo da EY.

De acordo com ele, uma diretriz simples já seria capaz de estabelecer limites saudáveis para a operação dos clubes. “Vamos imaginar o seguinte: eu não posso contratar um atleta se não paguei o anterior.”

A proposta é evitar que a empolgação com os novos recursos leve os clubes a cometerem os mesmos erros do passado, com dívidas crescentes, salários atrasados e colapsos financeiros. O momento, segundo Pedro Daniel, exige responsabilidade e compromisso com a sustentabilidade do futebol brasileiro

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