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?Sósias? de figuras da Seleção cravam vitória contra o México e projetam busca pelo Hexa

Ronaldinho Gaúcho, Felipão, Romário e Raí reunidos em um bar no centro de São Paulo para acompanhar o jogo entre Brasil e México, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Um cenário um tanto improvável, mas possível graças aos sósias de algumas das principais figuras da história da Seleção Brasileira. Moacir, Walter, Rafael e [?]

15:30 | 02/07/2018

Ronaldinho Gaúcho, Felipão, Romário e Raí reunidos em um bar no centro de São Paulo para acompanhar o jogo entre Brasil e México, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Um cenário um tanto improvável, mas possível graças aos sósias de algumas das principais figuras da história da Seleção Brasileira. Moacir, Walter, Rafael e Marcelo assistem a todos os jogos do Brasil no bar e balda Central Mix, e ajudam a criar o ambiente festivo no local.

Faltando cerca de 15 minutos antes do início da partida, a casa, que estava vazia, repentinamente foi tomada por homens e mulheres com camisas amarelas e buzinas nas mãos. Os quatro telões do local mostravam o aquecimento da Seleção, enquanto em cima do palco, um cantor embalava o pré-jogo com muita música sertaneja.

O clima era otimista. As buzinas não paravam de soar, e a movimentação era grande em busca de assentos vazios para assistir confortavelmente à partida. Os sósias tinham lugar cativo, e se acomodavam em um sofá em frente ao principal telão da casa. Antes do início do duelo, quando perguntados sobre as perspectivas do Brasil na competição, os personagens não hesitaram em fortalecer o favoritismo da equipe.

Moacir, sósia de Ronaldinho Gaúcho, crê que eliminação de seleções como Alemanha, Argentina e Espanha facilitará o caminho do Brasil até a decisão. Ao palpitar sobre o resultado do embate diante do México, foi preciso, e se tivesse apostado em algum bolão, certamente teria conseguido bons pontos.

?Creio que hoje o Brasil ganha do México. 2 a 0 para nós, é claro. E como várias seleções grandes já caíram fora, o Brasil tem grandes chances de chegar na final?, disse.

Já Walter, sósia de Luiz Felipe Scolari, exaltou a necessidade da equipe Canarinho manter o foco para buscar os objetivos, e também foi certeiro ao arriscar um placar

?É só o Brasil não entrar de ?salto alto? e respeitar o adversário. Tenho certeza que hoje vai ser o melhor jogo que a Seleção vai fazer. Acredito que vai ser 2 a 0?, palpitou.

Logo após o apito inicial, a tensão tomou conta do local. Com o México dominando o começo da partida, o ambiente ficou um pouco silencioso. A partir dos 22 minutos, contudo, com o Brasil aumentando o volume de jogo, a partida esquentou, e o clima no bar também. Muita expectativa e gritaria a cada vez que a Seleção chegava perto da meta de Ochoa, que assim como na fase de grupos da Copa de 2014, mostrava-se um algoz de Neymar e companhia, executando belas e importantes defesas.

O primeiro tempo acabou sem gols, mas nada que desanimasse a torcida brasileira. No intervalo, o som alto do funk estourava nas caixas de som, e os mais otimistas (a grande maioria) dançavam e sorriam. Os mais contidos, em número bem mais reduzido, permaneciam sentados na expectativa da segunda etapa.

Mesmo a mais de 12 mil quilômetros de distância da Arena Samara, na Rússia, o clima festivo e animado no bar Central Mix parece ter contagiado a Seleção Brasileira. Willian, que estava apagado na Copa até ali, acordou para o jogo, e passou a colocar fogo na partida. Logo aos cinco minutos, quando o camisa 19 tocou para Neymar empurrar para o gol vazio e abrir o placar, a torcida explodiu de vez. O ?silêncio? pedido pelo camisa 10 na comemoração certamente não era destinado a torcida brasileira, que reagiu jogando cervejas para o alto e tornando o ambiente ensurdecedor.

O gol tranquilizou a equipe e a torcida. Após o tento, dentro de campo, Neymar se soltou mais, esbanjando habilidade. Willian se agigantou, mesclando dribles velozes com belas tabelas. Bem longe das quatro linhas, os torcedores não largavam as buzinas e vuvuzelas, mandavam áudios em grupos de WhatsApp e abusavam das selfies, enquanto os garçons se movimentavam rapidamente levando baldes e mais baldes de cerveja para as mesas. Em meio a alegria, contudo ainda haviam alguns céticos.

?Esse é o problema do Brasil, cara. Fica tocando bola em vez de ir para cima para fazer outro gol. Sorte que o México é muito ruim?Se fosse a França, já teria feito uns seis?, dizia um torcedor, pensando alto, como quem conversa consigo mesmo. Do seu lado, outro homem fazia sinal de negativo com as mãos. A insatisfação dos brasileiros, ironicamente, imediatamente surtiu efeito. Assim que o torcedor disparou a reclamação, aos 42 minutos do segundo tempo, Neymar recebeu na esquerda e rolou para Firmino fechar a conta e garantir a Seleção nas quartas de final. O semblante, que antes era de aflição, converteu-se em um grande sorriso assim que a bola tocou as redes, fazendo mais uma vez a alegria e a confiança tomarem conta do ambiente.

Na próxima sexta-feira, a Seleção entra em campo pelas quartas de final da Copa, para seguir em busca do tão sonhado hexacampeonato. Para Rafael, sósia de Romário, o sexto título enfim virá neste ano, pois não há ninguém páreo para o time comandado por Tite.

?Agora só vai dar nós! A nossa pedra no sapato era a Alemanha, mesmo jogando mal daquele jeito. Agora, sem eles, vamos atropelar tudo que vier pela frente!? declarou, em tom otimista.

Marcelo, sósia de Raí, via o México como um empecilho na vida do Brasil. Mas após a vitória, já projeta um bom desempenho da Seleção.

?A minha preocupação era o México. Eu acompanhei os jogos, e vi que eles estavam com muita garra?Agora eu estou mais sossegado. Claro que já é quartas de final, então sempre há um receio, mas eu estou crente de que o Brasil vai conseguir o título sim?, projetou.

 

*Por Guilherme Serrano, em especial para a Gazeta Esportiva.

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