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Ofensa de brasileiros a torcedora vira gíria e dá espaço para extremistas russos atacarem mulheres

Nas postagens, os extremistas criticam as mulheres russas por se associar a estrangeiros e as responsabilizam por cenas de abuso como as filmadas pelos turistas

12:58 | 27/06/2018
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[FOTO1]Brasileiros que assediaram torcedora russa em vídeo que viralizou na semana passada acabaram emplacando hashtags e dando origem a nomes de grupos ultranacionalistas russos. "B... rosa" foi repetida várias vezes pelo grupo de torecedores de verde e amarelo para a estrangeira e deu margem para extremistas praticarem assédio, machismo e racismo.

 

 

[FOTO2] 

 

 

Os grupos já somam milhares de pessoas, em maioria homens, de acordo com a BBC Brasil. Nas postagens, os extremistas criticam as mulheres russas por se associar a estrangeiros e as responsabilizam por cenas de abuso como as filmadas pelos turistas.

[SAIBAMAIS]  

Eles afirmam ainda que o comportamento delas "ofenda a masculinidade dos patriotas". Identificada pelos russos, a mulher que aparece no vídeo que rodou a internet foi alvo de duras críticas: "vergonha para o país". Ainda a chamaram de "Natashka", termo que significa prostituta na Turquia.

 

Uma das publicações mais curtidas diz que as russas "não são mulheres, são apenas orifícios". Uma petição foi iniciada pela ativista russa Alena Popova para repudiar as ações e já reuniu mais de 60 mil assinaturas. A ofensiva ainda tomou caráter racista. Algumas postagens chamam os brasileiros de "macacos" e "imundos" e insinuam que negros trazem "doenças" para a Rússia.

 

Redação O POVO Online 

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