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Esportes

Curiosidades da Copa do Mundo: jogadores talentosos e raçudos é possível?

Quem não gosta de ver os jogadores colocando "o coração na ponta das chuteiras" em busca da vitória? Confira a lista de jogadores "raízes" que entraram para a história por isso

23:52 | 01/06/2018
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 Faltam 14 dias para a Copa do Mundo

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Quem não gosta de ver os atletas se doando ao máximo em campo? Todo torcedor gosta de ver o jogador colocando "o coração na ponta das chuteiras" em busca da vitória. Aliar essa vontade ao talento é a mistura preferida e que todos esperam ver em suas seleções, principalmente em uma Copa do Mundo.
 
 
Confira a lista de jogadores "raízes" que entraram para a história por suas histórias de superação:

Beckenbauer joga com o ombro deslocado

Poucos jogadores têm tanta história no futebol quanto Franz Beckenbauer. Campeão do mundo como jogador e técnico, ele faz parte de uma seleta lista - que também conta com Zagallo.
 
 
Além de suas vitórias pessoais, Beckenbauer jamais será esquecido pelos amantes da seleção alemão pelo seu nobre gesto na Copa do Mundo de 1970, quando ele deslocou o ombro na partida contra a Itália pela semifinal e ainda assim continuou no jogo com uma tipóia improvisada.

Com dores, o alemão permaneceu até o fim do jogo que ainda teve longa prorrogação e muitas reviravoltas no placar. Para azar de Beckenbauer e dos alemães, numa dessas reviravoltas, a Itália conseguiu um gol derradeiro que definiu o placar em 4 a 3, após grande jogo de futebol.

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Álvaro Pereira sofre concussão e continua na partida

Existem poucos jogadores tão raçudos quanto os uruguaios, que em algumas situações compensam a falta de técnica com muita determinação. Quem colocou essa característica à prova foi Álvaro Pereira na Copa do Mundo de 2014, no Brasil. Em partida contra a Inglaterra, o lateral-esquerdo tentou fazer um corte de carrinho, mas acabou por tomar uma joelhada no rosto.
 
 
No chão por alguns segundos sem levantar, a situação acabou por chamar atenção de todo departamento médico que veio em seu socorro e notou que o jogador estava desmaiado. Após o atendimento, ele se levantou e ainda grogue reclamava com os médicos que pediam sua substituição. Sua intenção era clara: continuar no jogo e ajudar seus companheiros.

No fim, o Uruguai venceu a Inglaterra 2 a 1 com dois gols de Luís Suáres e garantiu a classificação para o mata-mata da Copa.
 
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Leônidas da Silva faz gol sem chuteiras

Na Copa do Mundo de 1938, na França, o Brasil tinha um dos maiores centroavantes de todos os tempos. Leônidas da Silva protagonizou lances geniais e 9 gols em dois mundiais jogados com a camisa da Seleção.
 
 
Se o Diamante Negro é conhecido, hoje, pelo notável lance identificado como "bicicleta", em 1938 ele marcou um gol de pura raça.

Contra a Polônia, por conta da chuva, a chuteira de Leônidas descolou e ele a tirou para continuar na partida. Enquanto tentava arrumar a chuteira, o goleiro polonês deu rebote e mesmo descalço o Diamante Negro aproveitou e marcou para o Brasil.

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Tcheco "fecha o gol" com o braço quebrado

Na época, não aconteciam substituições no futebol. Se o jogador machucasse saía do jogo e o time ficava com um a menos. E se o lesionado fosse o goleiro? Essa situação aconteceu em 1938 com Frantisek Planicka, goleiro da Tchecoslováquia.
 
 
Em jogo contra o Brasil, o goleiro tcheco jogou com um braço quebrado após se chocar com a trave depois de defender um chute do atacante brasileiro Perácio. O jogo, que ficou conhecido como "Batalha de Bordeaux", terminaria 1 a 1 depois de muitos lances violentos - que acabou com o atacante tcheco Nejedly quebrando a perna - e três expulsões.

Planicka foi escolhido o melhor goleiro daquele Mundial e foi lembrado pela Unesco, que lhe ofereceu um prêmio pelo fair play ao longo de sua carreira de 1450 jogos e nenhuma expulsão. Frantisek Planicka é sem dúvidas um exemplo de perseverança e qualidade.

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Goleiro sobrevivente

Um exemplo de coragem e superação é a história de Harry Gregg. Sobrevivente do desastre aéreo de Munique poucos meses antes da Copa, Gregg fez questão de estar com os seus companheiros no Mundial de 1958.
 
 
Gregg era o goleiro do Manchester United e tinha qualidade suficiente para incrementar de força o time da Irlanda do Norte, que naquele Mundial fez sua melhor campanha na história, chegando até as quartas-de-final do torneio. Gregg pode não ter chegado próximo ao título, mas sua história certamente merece ser reconhecida.
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