PUBLICIDADE
Esportes

11 coisas bizarras que aconteceram com a seleção brasileira em copas do mundo

De convulsão a sumiço de bandeirinha, passando com boato de morte de adversário, nenhuma seleção acumula tantas histórias inusitadas em mundiais

14:27 | 17/06/2018
A seleção brasileira é a ú8nica que disputou as 21 edições das copas do mundo, desde 1930. Nesse período, colecionou conquistas e glórias como nenhuma outra. Mas, também nenhuma outra passou por tantas situações curiosas, inusitadas e mesmo bizarras. 
 
1. O sumiço do bandeirinha
Garrincha só foi expulso uma vez na carreira. Mas foi logo na semifinal da Copa de 1962, no Chile, contra os donos da casa. Portanto, nas vésperas da final, partida mais importante de sua vida. Pelé estava contundido e Garrincha jogava como nem ele nem atleta algum havia jogado em copas do mundo. Assumiu a responsabilidade de conduzir o Brasil ao bicampeonato. Mas, irritado com a marcação, de um chute na bunda do chileno Rojas. "Um pontapezinho de amizade", conforme definiu. O assistente uruguaio Esteban Marino viu o lance, avisou ao juiz e Mané foi expulso. Não havia suspensão automática e ponta brasileiro seria julgado para definir se jogaria a final.

Eis que, no julgamento, o bandeirinha não apareceu. Ele era a única testemunha oficial do lance. Há muitas versões para o sumiço misterioso, e todas envolvem o jogo de bastidores da cartolagem brasileira. Cinquenta anos depois, o ex-árbitro brasileir Olten Ayres, suplente naquela Copa, afirmou ao Sportv que o árbitro titular do País naquele Mundial, João Etzel, participou da operação. A mando da então Confederação Brasileira de Desportos (CDB), Etzel teria levado 10 mil dólares para que bandeirinha desaparecesse. 

Sem a testemunha-chave, Garrincha foi absolvido e jogou a final. Com ele em campo, o Brasil conquistou seu segundo título. "Fui eu que ganhei a Copa do Mundo", teria dito Etzel se gabando para Ayres, conforme narrou este último.
 
Assista ao momento da expulsão: 
 
[VIDEO1] 
 
2. Cachorro dribla Garrincha
Ainda sobre Garrincha, ele foi o maior driblador da história do futebol. Mas,  na partida contra a Inglaterra, também na Copa de 1962, ele foi driblado pelo jogo de corpo do cachorro que invadiu o gramado. Era mesmo outro nível de organização do Mundial. O bichinho chega a correr livremente em campo durante ataque brasileiro. Quando a bola sai, o cachorro fez fila entre jogadores até ser pego pelo atacante inglês Jimmy Greaves, que engatinhou para apanhá-lo. Depois do bicampeonato, Garrincha adotou o mascote, que ganhou o nome de Bi e foi morar com ele e Elza Soares na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.
 
[VIDEO2] 

3. Convulsão do melhor do mundo antes da final

No dia da final da Copa de 1998, na França e diante da seleção da casa, o craque brasileiro Ronaldo teve convulsão. Ele era na época detentor dos dois últimos títulos de melhor jogador do mundo. Chegou a ser divulgada escalação sem ele, mas depois ele foi a campo, após ser liberado pelos médicos. Todo o Brasil jogou mal e a França impôs aquela que foi, até então, a mais elástica derrota da seleção em copas do mundo.

A história da convulsão do melhor jogador do planeta no dia de uma final de Copa é tão incrível que até hoje muita gente não aceita a versão e muitas teorias da conspiração surgiram.
 
[VIDEO3] 
 
Confira o momento em que Zagalo revela ao mundo a convulsão de Ronaldo: 
 
[VIDEO4] 
 
4. Branco "matou" um jogador em cobrança de falta

Numa cobrança de falta, o lateral-esquerdo Branco acertou um violento chute e a bola foi na cabeça do meio-campista escocês Murdo MacLeod, na Copa de 1990, na Itália. O jogador mfoi atendido e ficou desorientado. Tentou permanecer em campo, mas acabou substituído. Foi levado ao hospital, onde foi diagnosticada concussão cerebral.

Foi então que surgiu a lenda de que, dias depois, MacLeod morreu em função da bolada. Isso não aconteceu. O jogador  jogou profissionalmente por mais seis anos e passou por três clubes antes de encerrar a carreira. Tornou-se técnico e hoje é comentarista esportivo. Sobre o lance, ele conta que ficou insconsciente e não lembra de nada.
 
[VIDEO5] 

5. Água "batizada"

Na mesma Copa, outro episódio envolvendo Branco foi o da água batizada. No jogo das oitavas-de-final, enquanto jogador da Argentina era atentido pela equipe médica, o massagista daquela seleção, Miguel Di Lorenzo, distribuiu água aos jogadores. Branco pediu água e recebeu uma garrafa verde, diferente das transparentes nas quais os adversários bebiam. Em algum tempo, começou a se sentir tonto e sonolento.

Anos depois, os jogadores argentinos Maradona e Basualdo confirmaram que foi dada água com sonífero. A Argentina venceu o Brasil por 1 a 0, gol de Caniggia.
 
[VIDEO6] 

6. O técnico e o jornalista "cagão"

O técnico Dunga tinha péssimo relacionamento com a imprensa e os críticos e, depois da segunda partida da seleção na Copa de 2010, na África do Sul, ele balbuciou palavróes ao microfone contra Alex Escobar, da TV Globo. Entre os insultos, "cagão" e "besta". No momento, Escobar conversava ao telefone com o apresentador Tadeu Schmidt.
 
[VIDEO7] 

7. Gol anulado do Zico

Na estreia na Copa de 1978, na Argentina, o Brasil empatava em 1 a 1 com a Suécia. Aos 44 do segundo tempo, houve escanteio. Antes da cobrança, o juiz falou algo com o goleiro sueco. Nelinho cobrou e Zico marcou de cabeça, segundos após os 45. O juiz disse que apitou o fim da partida antes de a bola entrar. A imagem mostra que o apito ocorre de forma quase simultânea ao cabeceio, no momento da finalização. Foi a última vez em que o Brasil não venceu numa estreia.
 
[VIDEO8] 

8. Gol descalço

A estreia do Brasil na Copa de 1938, na França, o tempo normal terminou em empate de 4 a 4 contra a Polônia e, pela regra da época, foi para a prorrogação. Com a forte chuva em Estrasburgo, descolou parte a sola da chuteira do craque Leônidas da Silva. Enquanto outro calçado era providenciado, ele tirou a chuteira e seguiu jogando, sem que o juiz percebesse. Ele já havia aberto o placar para o Brasil e, completando cobrança de falta, marcou descalço um de seus dois gols na prorrogação. O resultado final foi 6 a 5. Leônidas foi artilheiro e melhor jogador daquele Mundial.
 
[VIDEO9] 

9. Brigas na cartolagem

Nas duas primeiras copas do mundo, a seleção brasileira sofreu com as brigas entre cartolas. Em 1930, no Uruguai, devido a desentendimento entre os dirigentes paulistas e a Confederação Brasileira de Desporto (CBD), apenas atletas do Rio de Janeiro foram convocados. O único paulista no time foi o atacante Araken Patusca, que estava brigado com o Santos e se apresentou contra a vontade dos paulistas, da CBD e dos próprios atletas. O Brasil perdeu o primeiro jogo, venceu o segundo e foi eliminado na primeira fase.
 
[VIDEO10] 

Em 1934, a primeira Copa da Itália ocorreu em plena transição do amadorismo para o futebol profissional. Paulistas e cariocas eram a favor do profissionalismo, mas a disputa desta vez tinha relação com quem iria comandar esse futebol profissionalizado. De um lado, estava a CBD, reconhecida pela Fifa. Do outro, o bloco que defendia a criação de uma nova entidade, a Federação Brasileira de Futebol (FBF). Com a cisão, novamente o Brasil foi sem o que poderia levar de melhor. No momento da convocação, constatou-se que os melhores atletas atuavam pela FBF. Foi então que houve ofensiva para cooptar e atrair jogadores para a CBD. Dirigentes paulistas chegaram a esconder alguns de seus destaques numa fazenda, protegida por seguranças armados, para evitar o assédio. O Brasil estreou contra a Espanha e, aos 30 minutos, perdia por 3 a 0. Leônidas da Silva descontou no segundo tempo. Futuro descobridor de Pelé, Waldemar de Brito cobrou pênaltio defendido pelo lendário goleiro Zamora. Foi a última vez em que o Brasil estreou numa Copa com derrota. Pelo sistema de disputa da época, esse único jogo eliminou a seleção.
 
[VIDEO11] 

10. Pitacos de ditadores

A interferência política em copas não se restringiu aos  cartolas. Em 1938, o técnico Ademar Pimenta se dividia entre formar a ala esquerda (formada pelo ponta de lança/meia-esquerda e o ponta-esquerda) com uma dupla mais leve, com Tim e Hércules, do Fluminense, ou pesada, com Perácio e Patesko, do Botafogo. Havia muita pressão e até o ditador Getúlio Vargas se intrometeu, em defesa dos botafoguenses. Pimenta optou por um meio termo, com Perácio de ponta de lança e Hércules na ponta-esquerda.
 
[VIDEO12] 

Em 1970, outro ditador, estava no poder. Emilio Garrastazu Médici era fã de futebol, torcedor do Grêmio, e estava disposto a usar o esporte a seu favor. O técnico da seleção era João Saldanha, um notório comunista. Quando Médici pediu a convocação do atacante Dario, o Dadá Maravilha, a resposta veio atravessada: "Nem eu escalo o ministério nem o presidente escala o time". Apesar da ótima campanha nas eliminatórias, Saldanha foi demitido às vésperas da Copa. Em seu lugar entrou Zagalo. O Brasil, com Dario convocado, foi tricampeão no México.
 
[VIDEO13]

11. 7 a 1 em casa

Jogando em casa na tentativa de superar o trauma de 1950, a seleção brasileira conseguiu isso, mas não da forma esperada. Estabeleceu uma marca muito pior. No Mineirão, levou a pior goleada do Brasil em sua história, dentro ou fora de copas do mundo. Foi também a pior derrota de um time da casa. Vexame amplificado a se considerar a tradição brasileira, única seleção cinco vezes campeã até hoje. Detentor das maiores glórias, o Brasil passou a ser dono também da marca de pior vexame da história do futebol.
 
[VIDEO14] 

Aliás, você sabia que o Brasil também já aplicou um 7 a 1, jogando em casa em Copa do Mundo? Foi em 1950, contra a Suécia.
 
[VIDEO15] 
TAGS