Quanto Ceará e Fortaleza vão receber na Série B após acordo entre clubes e FFU
Integrantes do bloco econômico que estão na Segundona de 2026 tiveram reunião com os investidores e conseguiram aumento da cota para igualar Náutico e São Bernardo
Resumo
Demanda das 18 equipes surgiu após contratos de Náutico e São Bernardo com a Globo
Equipes também vão receber cerca de R$ 3 milhões da CBF
Após notas oficiais dos dois lados na semana passada, os 18 clubes da Série B que integram a Futebol Forte União (FFU) — incluindo Ceará e Fortaleza —, os representantes da liga e os investidores se reuniram nessa segunda-feira, 9, e chegaram a um acordo para um aumento do valor da cota da Segundona de 2026.
Cada equipe vai receber o montante líquido de R$ 14,9 milhões, igualando as cifras de Náutico e São Bernardo, que não integram o bloco econômico e fecharam contrato diretamente com o Grupo Globo. O acordo da FFU é com a Disney. O valor bruto é de R$ 15,5 milhões, descontando R$ 600 mil para despesas de produção de transmissão dos jogos.
"O entendimento construído garantiu a equidade dos valores recebidos por clubes da Série B fora da FFU, refletindo a sensibilidade de todos os associados às demandas apresentadas, bem como o compromisso com soluções que preservem a sustentabilidade financeira do projeto", diz o comunicado da FFU.
Além disso, os clubes ainda devem receber cerca de R$ 3 milhões da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para custeio de logística (transporte e hospedagem), exames antidoping e taxa de arbitragem, desde que atendam a alguns requisitos do fair play financeiro criado pela entidade.
Portanto, Ceará e Fortaleza vão faturar quase R$ 18 milhões cada na competição nacional, somando cota de transmissão e aporte da CBF.
"O diálogo responsável é o que permite ajustar o modelo sem comprometer sua solidez, sempre com os clubes no centro das decisões", disse Alessandro Barcellos, presidente do Internacional e da FFU, após a reunião.
"O novo entendimento assegura sustentabilidade financeira no curto prazo e, a partir de 2027, o modelo que destina 85% das receitas aos clubes da Série A e 15% aos clubes da Série B será determinante para a recuperação estrutural das instituições, especialmente diante das exigências do fair play financeiro”, afirmou Bruno Pimenta, CEO da SportsMedia, representante dos investidores da liga.
No ano passado, o valor bruto destinado a cada clube que disputava a Série B era de R$ 13 milhões, dos quais eram descontados impostos, direitos de arena, percentual do investidor e custeio da operação de transmissão das partidas, o que diminuía as cifras que iam para os cofres das equipes.
O atrito entre clubes da Série B e a FFU
Na semana passada, o tema já havia sido pauta no Conselho Técnico da Segundona, na seda da CBF. Os 18 clubes da FFU ficaram insatisfeitos com os contratos de cifras superiores fechados por Náutico e São Bernardo e cobraram os investidores que o montante fosse ao menos igualado.
Na sexta-feira, 6, as equipes emitiram comunicado apontando uma série de insatisfações quanto à condução da liga nas negociações da Série B, o que gerou uma reação do próprio bloco, também em nota. O documento contou com as assinaturas de João Paulo Silva, presidente do Ceará, e Pedro Martins, CEO da SAF do Fortaleza.
O clima foi apaziguado com o acordo nessa segunda, 9. "Em um processo dessa dimensão, é natural que existam tensões e ajustes a serem feitos, e todos temos responsabilidade em fortalecer o projeto e preservar a coesão do grupo", ponderou Marcus Salum, presidente do América-MG.
Veja a íntegra do comunicado da Futebol Forte União:
"A FFU (Futebol Forte União) informa que, em assembleia realizada na manhã desta segunda-feira, com a participação dos clubes das duas divisões e dos investidores, foram debatidos temas relacionados à Série B. Mais do que as medidas adotadas, o encontro reafirmou os valores de união da entidade, diálogo e cooperação que orientam o projeto coletivo e fortalecem a relação entre as partes, com protagonismo dos clubes no processo decisório.
O entendimento construído garantiu a equidade dos valores recebidos por clubes da Série B fora da FFU, refletindo a sensibilidade de todos os associados às demandas apresentadas, bem como o compromisso com soluções que preservem a sustentabilidade financeira do projeto. “O diálogo responsável é o que permite ajustar o modelo sem comprometer sua solidez, sempre com os clubes no centro das decisões”, afirmou o presidente da FFU, Alessandro Barcellos.
No mesmo sentido, os clubes da Série B reconheceram o esforço feito. “Em um processo dessa dimensão, é natural que existam tensões e ajustes a serem feitos, e todos temos responsabilidade em fortalecer o projeto e preservar a coesão do grupo”, declarou o presidente do América-MG, Marcus Salum.
Para os investidores, o acordo reforça a estabilidade do projeto. “O novo entendimento assegura sustentabilidade financeira no curto prazo e, a partir de 2027, o modelo que destina 85% das receitas aos clubes da Série A e 15% aos clubes da Série B será determinante para a recuperação estrutural das instituições, especialmente diante das exigências do fair play financeiro”, destacou Bruno Pimenta, CEO da SportsMedia."
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