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Futebol
NOTÍCIA

Europa inicia Eliminatórias para Copa de 2022 com restrições de público

Os jogos sem público serão realizados por toda a Europa, incluindo nas doze cidades que vão receber a Eurocopa (11 de junho a 11 de julho), adiada um ano devido à pandemia

14:18 | 22/03/2021
Sede da UEFA, em Nyon, na Suíça (Foto: Divulgação UEFA)
Sede da UEFA, em Nyon, na Suíça (Foto: Divulgação UEFA)

Com algumas exceções, principalmente em regiões da ex-União Soviética, as Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2022 começará esta semana com arquibancadas vazias devido às medidas de combate à Covid-19, três meses antes da Eurocopa.

 

O Cazaquistão representa bem esse período de incerteza. Se por um tempo parecia que 30% do estádio Nur-Sultan seria ocupado para receber a França no domingo, por enquanto esta informação não foi oficializada e, segundo fontes próximas, poderia finalmente ser disputado a portas fechadas.

 

Os jogos sem público serão realizados por toda a Europa, incluindo nas doze cidades que vão receber a Eurocopa (11 de junho a 11 de julho), adiada um ano devido à pandemia.

 

A Uefa fixou o dia 7 de abril como prazo limite para que cada cidade-sede confirme em quais condições (com ou sem público) e proporções (quanto de ocupação das arenas esportivas) serão disputados os jogos que irão receber, diante de um desejo da entidade que comanda do futebol europeu de receber espectadores.

 

A Hungria continua com os jogos sem torcedores e a sediar encontros de clubes estrangeiros.

 

Sobre os duelos da Eurocopa, o porta-voz da Federação Húngara, Jeno Sipos, disse à AFP que "vão indicar à Uefa quantos espectadores" será possível receber em Budapeste no prazo fixado para as 12 cidades-sede.

 

 

O público também não estará presente no Azerbaijão, e por isso Baku foi excluída dos eventos testes para Eurocopa, uma péssima indicação sobre a manutenção da cidade como sede da competição continental.

 

Já Bucareste planeja 25% de ocupação dos estádios nos quatro jogos da Eurocopa que irá receber, mas encontros da seleção da Romênia pelas Eliminatórias contra Macedônia e a Alemanha serão à portas fechadas.

 

Na Dinamarca, o Copenhagen Parken está programado para sediar quatro duelos da Eurocopa. Neste sentido, a Federação Dinamarquesa (DBU) lançou uma campanha para "relançar o futebol" na quarta-feira, apelando ao regresso dos torcedores às arquibancadas nas competições nacionais. Já o duelo entre Dinamarca e Moldávia pelo torneio classificatório para o Mundial no Catar será sem público.

 

Um pouco mais ao norte, as condições de entrada na Noruega são muito rígidas, com quarentena obrigatória, o que levou ao cancelamento de vários eventos esportivos. O jogo da seleção norueguesa com a Turquia, agendado para 27 de março e que seria em Oslo, foi transferido para Málaga (Espanha), sem público.

 

A Noruega, liderada pelo atacante Erling Haaland, do Borussia Dortmund, já estará na província espanhola porque três dias antes jogará com o Gibraltar, em Marbella.

 

Na Inglaterra e no País de Gales, o plano do governo para o levantamento progressivo das medidas de combate ao coronavírus prevê o retorno dos espectadores aos estádios, em meados de maio, com capacidade máxima de 10.000 pessoas ou um quarto da capacidade do estádio.

 

 

Também não haverá público nos dois jogos em casa da Espanha, no final de março. Bilbao é a cidade-sede espanhola para a Eurocopa.

 

O país onde a decisão de receber o público gerou debate é a Ucrânia: os seus jogos tiveram de ser disputados em Lviv, mas foram transferidos para Kiev devido ao "agravamento da situação epidêmica" nesta cidade.

 

Quem não gostou desta mudança foi o prefeito de Kiev, o ex-pugilista Vitali Klitschko, que emitiu uma portaria municipal proibindo o público nos estádios da capital, apesar de, em nível nacional, 30% das ingressos podem ser vendidos.

 

Entre as exceções, a partida entre Rússia e Eslovênia (27 de março) será disputada para no máximo 12 mil pessoas em Sochi, o que equivale a 30% de capacidade do estádio.

 

A taxa de ocupação nas arenas russas depende das autoridades regionais: o primeiro clube a voltar aos 100% foi o Oufa, para a partida contra o Lokomotiv, em 18 de março. Apenas 5.200 pessoas viram a derrota dos anfitriões por 1 a 0.

 

Na Armênia, Bielorrússia e Geórgia, 30% dos ingressos foram colocados à venda.

 

Na Ásia Central, até 10.000 espectadores poderão assistir ao duelo entre Tadjiquistão e Mongólia no dia 25 de março, o que corresponde a 50% da capacidade do estádio. As autoridades do Tadjiquistão afirmam ter erradicado o vírus e não registram nenhum caso desde janeiro.

 

Já no Uzbequistão, os jogos do campeonato são disputados como se nada tivesse acontecido, em estádios lotados, a única exceção em um conjunto de países em que a bola de futebol ainda permanece confinada.