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Futebol
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Ronaldinho Gaúcho e Assis têm ordem de prisão decretada no Paraguai

Os ex-jogadores de futebol tiveram a prisão determinada pela Justiça e foram encaminhados para unidade policial "Agrupación Especializada"

Alan Magno
23:14 | 06/03/2020
Ronaldinho prestou depoimento à unidade Contra o Crime Organizado do Ministério Público paraguaio.
Ronaldinho prestou depoimento à unidade Contra o Crime Organizado do Ministério Público paraguaio. (Foto: Divulgação/Fiscalía Paraguay)

Os ex-jogadores de futebol, Ronaldinho Gaúcho, seu irmão, Assis Moreira, e o empresário que os representa no Paraguai, Wilmondes Sousa Lira, foram detidos pela Polícia do Paraguai após ordem judicial no processo no qual ambos são acusados de fazer uso de documentos adulterados. Na noite desta sexta-feira, 6, os irmãos foram encaminhados para unidade policial "Agrupación Especializada", localizada na cidade paraguaia de Assunção, onde devem permanecer aguardando as próximas etapas da investigação.

Segundo informações do jornal ABC Color, os acusados foram negados no pedido de “critério de colaboração”, direito assegurado pela lei paraguaia de ter o processo suspenso em troca de colaboração com a justiça. A decisão foi promulgada juntamente com a ordem de prisão, por um integrante do Juizado Penal de Garantias do Paraguai. Na atual instância da justiça. uma Procuradora Geral do Paraguai terá prazo de até dez dias para revisar a decisão e dar continuidade ao processo.

O fato ocorreu horas depois dos irmãos prestarem depoimento à unidade Contra o Crime Organizado do Ministério Público paraguaio e terem conseguido autorização para deixar o país. O Ministério Público do Paraguai ainda indiciou duas paraguaias como sendo donas dos documentos que foram adulterados com os dados dos ex-jogadores.

A Polícia do Paraguai entrou em contato com o governo brasileiro, a fim de investigar a documentação dos ex-jogadores brasileiros, já que, em novembro de 2018, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) determinou que os passaportes deles fossem apreendidos até que uma multa, estipulada em R$ 8,5 milhões, por condenação por crime ambiental fosse paga. Para o advogado dos irmãos, o caso é um grande “equívoco”.

Na tarde desta sexta-feira, o promotor do Ministério Público do Paraguai, Federico Delfino declarou que os documentos apreendidos são autênticos, mas estão preenchidos com informações falsas. Segundo ele, a origem dos documentos será investigada e os envolvidos estão respondendo por uso de documentos públicos com conteúdo falso.

Os documentos teriam sido encontrados na suíte presidencial do Resort Yacht e Golf Club, na cidade de Lambaré, próximo à capital, Assunção, onde os ex-jogadores estavam hospedados, logo após a chegada deles no Paraguai, na quarta-feira, 4. Além dos documentos, aparelhos celulares dos três envolvidos também foram apreendidos.