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Futebol
NOTÍCIA

Em um eventual fair play financeiro, Ceará seria aprovado e Fortaleza reprovado; entenda

O mecanismo não está em vigor no Brasil, mas estudos estão sendo feitos para a implantação

15:08 | 17/02/2020
FORTALEZA, CE, BRASIL. 20-08-2019: Palestra com Robinson de Castro (Ceará) e Marcelo Paz (Fortaleza). Na foto: Marcelo Paz, presidente do Fortaleza. (Fotos: Deísa Garcêz/Especial para O Povo)
FORTALEZA, CE, BRASIL. 20-08-2019: Palestra com Robinson de Castro (Ceará) e Marcelo Paz (Fortaleza). Na foto: Marcelo Paz, presidente do Fortaleza. (Fotos: Deísa Garcêz/Especial para O Povo) (Foto: Deísa Garcêz/Especial para O Povo)

Manter as contas equilibradas é um fator importante para a saúde financeira das equipes de futebol. Na UEFA, o fair play financeiro existe desde 2009 e conseguiu trazer lucro para as equipes somente em 2017. Recentemente o Manchester City-ING foi punido com o banimento por duas temporadas da UEFA Champions League, porque burlou uma das regras estabelecidas pela entidade. O clube inglês recebeu patrocínio de uma empresa que pertence ao mesmo conglomerado acionista do time. A UEFA viu o investimento como “muito acima do valor praticado pelo mercado”, algo que burla o limite de recursos possíveis implantados por acionistas.

No Brasil, o fair play financeiro é somente uma ideia. De acordo com informações do jornalista do Grupo Globo Rodrigo Capelo, o consultor e economista Cesar Grafietti foi contratado pela CBF para estudar o mecanismo europeu e desenhar um modelo para o Brasil, ainda em 2020. Grafietti fez um estudo baseado na experiência do futebol europeu com o mecanismo e Capelo se baseou nele para escrever em seu blog, que por sua vez serve de base para esse texto.

Caso o critério do patrimônio líquido fosse levado em consideração no Brasil, o Fortaleza seria reprovado, enquanto o Ceará teria aprovação no fair play financeiro, de acordo com o balanço de 2018. O Alvinegro conseguiu patrimônio líquido de R$ 1 milhão positivo, enquanto o Tricolor fechou 2018 com patrimônio líquido de R$ 18 milhões negativos. Vale ressaltar que provavelmente os clubes teriam tempo razoável para se adaptar aos critérios estabelecidos para CBF.

Capelo, em conversa com o cearasc.com, avaliou a situação do Vovô. “Como o Ceará vem pagando salários em dia, está com um endividamento baixo e controlado, possui patrimônio líquido positivo e não tem um parecer crítico da auditoria externa, estaria muito à frente da maioria em relação ao fair play”, disse.

A UEFA define o fair play financeiro em alguns objetivos, dentre eles “encorajar o gasto responsável pelo benefício de longo prazo do futebol”.