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Futebol
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Ceará e Fortaleza são treinados por campeões mundiais; relembre outros nomes que venceram Copa e passaram pelo futebol cearense

Bruno Balacó
16:30 | 21/05/2018
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[FOTO1] A chegada de Jorginho, novo técnico do Ceará, escreve uma página inédita na história do futebol cearense: pela 1ª vez, os dois principais clubes do Estado são dirigidos por campeões mundiais com a Seleção Brasileira. Se o Alvinegro tem à frente um técnico que foi titular da lateral-direita e nome importante da conquista do Tetra na Copa de 1994, o Fortaleza tem à frente um Rogério Ceni que foi campeão mundial com a Canarinho no Mundial de 2002, na condição de um dos três goleiros da equipe de Felipão.

Todavia, a lista de campeões mundiais que passaram pelo futebol cearense conta com vários outros nomes, que trabalharam por aqui, seja como treinadores ou jogadores. Dá até para formar um time completo, segundo a pesquisa feita pelo Esportes O POVO, que elencou 11 nomes. Confira a lista!

1) Pepe (Fortaleza)
Lendário jogador da geração de Pelé no Santos e bicampeão mundial com a Seleção Brasileira (1958 e 1962), José Macia, o Pepe, foi treinador do Fortaleza em 1985. E marcou sua passagem com a conquista do título cearense daquele ano, levando a melhor em um triangular com Fortaleza e Ferroviário.

2) Garrincha (Fortaleza)
Durou apenas um jogo, mas o torcedor do Fortaleza pode se orgulhar de dizer que Mané Garrincha, um dos maiores jogadores da história do futebol, já vestiu a camisa tricolor. Já na reta final da carreira, quando sofria de sérios problemas físicos, o Gênio das Pernas Tortas foi contratado para atuar no amistoso que o Leão fez contra o Fluminense, no dia 28 de janeiro de 1968, no estádio Presidente Vargas. Garrincha, que foi bicampeão com a Seleção (1958 e 1962), permaneceu em campo por 60 minutos. Não fez gol, mas foi ovacionado em cada um dos toques que deu na bola na partida.

3) Vavá (Ferroviário)
Destaque na conquista do bicampeonato da Seleção, na Copa de 1962, o ex-atacante Vavá passou pelo futebol cearense em 1976 para treinar o Ferroviário, que disputava o Campeonato Cearense daquele ano. Apesar da chegada festiva, que atraiu centenas de torcedores para sua apresentação, no campo do Sesi, na Barra do Ceará, Vavá teve uma passagem discreta como treinador. Chegou depois do Carnaval e ficou apenas três meses no comando.

4) Castilho (Ceará e Fortaleza)
Goleiro reserva da Seleção campeã em 1958 e 1962, Carlos Castilho teve passagem no futebol cearense como treinador. Nos Anos 70, dirigiu Ceará e Fortaleza. Primeiro, comandou o Tricolor, em 1971, durante as disputas da Taça da Integração Nacional e do Campeonato Cearense. No Alvinegro, sua passagem ocorreu em 1976, mas durou pouco tempo, em ano atribulado, que contou ainda com trabalhos por Operário, Internacional e Guarani-SP. 

5) Ado (Fortaleza e Ferroviário)
Eduardo Roberto Stinghen, mais conhecido como Ado, foi campeão mundial no célebre time que venceu a Copa de 1970, no México. Como jogador, foi ídolo do Corinthians e teve uma passagem pelo futebol cearense atuando por Fortaleza e Ferroviário. Pelo Ferrão, teve uma passagem de destaque e integrou o elenco que foi vice-campeão cearense de 1980, quando tinha 34 anos na época. Antes disso, em 1979, passou, de forma discreta, pelo Fortaleza, onde atuou por apenas cinco partidas, sendo em seguida transferido para o time da Barra do Ceará.

6) Baldocchi (Fortaleza)
Ídolo do Palmeiras e integrante da Seleção que foi Tricampeã mundial no México em 1970, o zagueiro Baldocchi também defendeu as cores do Leão do Pici e aqui mesmo colocou um ponto final em sua carreira profissional. Após uma passagem de quatro temporadas no Corinthians, foi contratado como reforço do Fortaleza em 1976. Teve poucas oportunidades, atuou em apenas três jogos e decidiu se aposentar como atleta profissional.

7) Zetti (Fortaleza)
Eterno ídolo do São Paulo e goleiro reserva no Tetra da Seleção na Copa de 94, Zetti fez história no futebol cearense ao comandar o Fortaleza na conquista do acesso para a Série A do Brasileiro em 2004. O ex-goleiro chegou para treinar o time na metade final do Campeonato, na 23ª rodada, após a saída de Mauro Fernandes. Ele voltou ao clube em 2007, mas não teve o mesmo sucesso, deixando a equipe após curta passagem de dois meses.

8) Edmilson (Ceará)
Depois de se consagrar no mundo do futebol por suas atuações no São Paulo e no Barcelona, o pentacampeão mundial Edmilson passou pelo Ceará em 2011. O volante, que também atuava de zagueiro, chegou como reforço para a disputa da Série A do Campeonato Brasileiro. Atuou em 12 jogos (11 na Sére A e 1 na Sul-Americana) e marcou dois gols. Ao fim da temporada, não renovou contrato, trilhou por caminhos fora das quatro linhas e se aposentou como atleta profissional.

9) Ricardinho (Ceará)
Com currículo vitorioso no futebol, atuando por Corinthians, Santos e integrando o elenco da Seleção que foi Penta na Copa de 2002, Ricardinho dirigiu o Ceará no início de sua carreira como treinador, em 2013. Permaneceu no clube por menos de três meses, sendo demitido após derrota para o Icasa, pelo Campeonato Cearense. Ao todo, comandou a equipe por 13 jogos, com 5 vitórias, 2 empates e 6 derrotas.

10) Rogério Ceni (Fortaleza)
Pentacampeão mundial com a Seleção em 2002, Rogério Ceni chegou ao Fortaleza em dezembro de 2017 para seu segundo trabalho como treinador, após a estreia não tem sucedida no São Paulo. Na atual. temporada, foi vice-campeão cearense, perdendo a decisão para o Ceará, e, atualmente, após seis rodadas disputadas, conduz o Fortaleza à liderança isolada da Série B do Campeonato Brasileiro.

11) Jorginho (Ceará)
Lateral-direito titular na Copa de 94, o tetracampeão Jorginho chega ao Ceará nesta temporada para o 10º trabalho de sua carreira como treinador. Antes do Alvinegro, passou por equipes como América-RJ, Flamengo, Figueirense, Vasco e Bahia, sua última equipe, que deixou em julho de 2017. Foi também auxiliar técnico de Dunga na Copa de 2010.

 

* Belletti 

Lateral-direito reserva na conquista do Penta em 2002, Belletti chegou a ser anunciado como reforço do Ceará em junho de 2011, durante a campanha da Série A do Brasileiro. O jogador, contudo, não chegou a jogar oficialmente pelo clube. Após 10 dias na equipe e alguns treinos em Porangabuçu, Belletti, então com 35 anos, decidiu se aposentar do futebol, antes mesmo de sua estreia pelo Vovô.

 

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