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Operação é deflagrada na Paraíba em casos de manipulação de resultados

Na madrugada desta segunda-feira, foi deflagrada uma investigação conjunta entre Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba. Intitulada de ?Operação Cartola?, a ação cumpre 39 mandados de busca e apreensão contra membros da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), Tribunal de Justiça Desportiva da [?]

09:30 | 09/04/2018

Na madrugada desta segunda-feira, foi deflagrada uma investigação conjunta entre Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba. Intitulada de â??Operação Cartolaâ?, a ação cumpre 39 mandados de busca e apreensão contra membros da Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (Ceaf), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD/PB) e dirigentes de clubes de futebol profissional do Estado da Paraíba, os chamados â??cartolasâ?. Resultado de mais de seis meses de investigação, a operação tem como objetivo â??apurar os crimes cometidos por uma organização composta por membros da Federação Paraibana de Futebolâ?.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Cabedelo e Bayeux. Entre os nomes, estão Amadeu Rodrigues, presidente da FPF, Severino Lemos, diretor de arbitragem da FPF, Lionaldo Santos, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva, e presidentes de clubes, como Botafogo-PB e Campinense Clube.

Dentre as principais condutas investigadas, estão a manipulação de resultados de campeonatos, adulteração de documentos, interferência em decisões de justiça desportiva e desvio de valores oriundos de partidas de futebol profissional. Por conta do sigilo, os detalhes serão divulgados apenas após a conclusão da fase investigativa e análise de todo o material apreendido.

Em comunicado oficial, o Gaeco informou a participação de 230 policiais civis e testemunhas. â??Ressaltamos que o desenvolvimento da Operação Cartola contou com o apoio fundamental de testemunhas dos fatos, com conhecimento detalhado das condutas praticadas, além do trabalho das equipes de monitoramento e vigilaÌ?ncia da Polícia Civil, que analisaram centenas de documentos e realizaram diversas diligências durante os 6 meses de investigações. Outro aspecto importante a ser destacado está na competente e fundamental atuaçaÌ?o da Justiça Criminal paraibana, através da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, que analisou e deferiu as medidas cautelares relacionadas à operaçãoâ?.

Gazeta Esportiva

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