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Futebol
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Chapecoense se torna ?clube formador? e pode lucrar com promessas

A partir de agora, a Chapecoense já poderá pleitear porcentagem de valores de futuras vendas internacionais de jogadores que passaram por sua categoria de base ou defenderam a equipe profissional até os 23 anos de idade. Isso só foi possível depois de uma longa batalha para se enquadrar nos critérios da Confederação Brasileira de Futebol [?]

14:15 | 31/01/2018

A partir de agora, a Chapecoense já poderá pleitear porcentagem de valores de futuras vendas internacionais de jogadores que passaram por sua categoria de base ou defenderam a equipe profissional até os 23 anos de idade. Isso só foi possível depois de uma longa batalha para se enquadrar nos critérios da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) afim de receber o Certificado de Clube Formador (CCF). Nessa quarta-feira, enfim, o CCF foi liberado. A tendência é que o clube comemore o feito com uma cerimônia simbólica pouco antes da partida contra o Nacional-URU, na Arena Condá, pela Copa Libertadores da América, ou somente na próxima quarta, quando a Chape receberá o Tubarão pela quinta rodada do Campeonato Catarinense, de novo na Arena Condá.

Essa conquista do clube (veja aqui! a lista completa de instituições contempladas) pode render frutos em um futuro breve, afinal, algumas das promessas que passaram pelo Verdão do Oeste já começaram a se destacar em grandes centros do futebol brasileiro.

Shaylon é um exemplo. Aos 20 anos, o meia iniciou a temporada como titular do São Paulo. Cria da Chape, o jogador foi emprestado ao clube do Morumbi em 2015 até ser contratado em definitivo.

Outro meio-campista que entra nesse radar é Hyoran. Destaque no Campeonato Brasileiro de 2016, o jogador de 24 foi contratado pelo Palmeiras, onde tem tido poucas oportunidades desde então, e pode ser negociado a qualquer momento.

Também atleta do Palmeiras, o lateral Fabiano entra nessa lista. Apesar de ter chego à capital paulista via empréstimo junto ao Cruzeiro, o atleta de 26 anos atuou de 2009 a 2014 pela Chapecoense.

Douglas Grolli é o exemplo mais recente. O zagueiro de 28 anos foi revelado pela Chape, depois se tornou atleta do Cruzeiro e regressou ao seu clube formador no ano passado, onde foi bem e acabou vendido ao Bahia para a temporada de 2018.

Cada vez mais ?internacional?, Chapecoense sonha com Laureus

O que todos esses jogadores têm em comum a partir de agora, assim como tantos outros, é o fato de que podem render receita à Chapecoense caso sejam transferidos para qualquer clube do exterior.

A licença da Chapecoense inicialmente pertence a categoria B, que é cedida pela CBF a clubes que ?preencherem os requisitos mínimos?. A validade é de um ano. Após esse período, os catarinenses podem pleitear o progresso para a categoria A, que tem validade de dois anos.

Para obter o CCF, a Chapecoense teve de atender as seguintes exigências da CBF:

I ? apresentar relação dos técnicos e preparadores físicos responsáveis pela orientação e monitoramento das respectivas categorias de base, com habilitação para o exercício da função;

II ? comprovar a participação em competição oficial da categoria;

III ? apresentar programa de treinamento, detalhando responsáveis, objetivos, horários e atividades, compatíveis com a faixa etária, atividade escolar dos atletas e período de competição;

IV ? proporcionar assistência educacional que permita ao atleta frequentar curso em horários compatíveis com as atividades de formação, em qualquer nível (alfabetização, ensino fundamental, médio, superior, ou ainda curso técnico, profissionalizante, de capacitação ou de idiomas) mediante matrícula em estabelecimento de ensino regular ou através de professores contratados, mantendo controle sobre a frequência e o aproveitamento escolar do atleta;

V ? proporcionar assistência médica aos atletas, através de profissional especializado contratado, terceirizado ou mediante celebração comprovada de convênio com instituições públicas ou privadas.

O mecanismo de solidariedade da Fifa prevê que 5% do valor de qualquer transação internacional seja repassado aos clubes por onde o atleta atuou no período que tinha entre 12 e 23 anos de idade. Entenda como é feita essa divisão:

? Temporada do 12º ao 15º aniversário: clube leva 5% (0,25% da compensação total)

? Temporada do 16º ao 23º aniversário: clube leva 10% (0,5% da compensação total)

Gazeta Esportiva

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