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Jornais argentinos admitem preocupação após derrota para Nigéria

Não fosse pelo gol levado nos minutos finais, o primeiro tempo da Argentina no amistoso contra a Nigéria teria beirado o impecável. Dominando a posse de bola, o time abriu vantagem de dois gols no placar e não deu muitas brechas para que os adversários evoluíssem. Porém, o rendimento da Albiceleste caiu muito na etapa [?]

10:45 | 15/11/2017

Não fosse pelo gol levado nos minutos finais, o primeiro tempo da Argentina no amistoso contra a Nigéria teria beirado o impecável. Dominando a posse de bola, o time abriu vantagem de dois gols no placar e não deu muitas brechas para que os adversários evoluíssem. Porém, o rendimento da Albiceleste caiu muito na etapa final.  Com erros de marcação e dificuldade para jogar sem a bola, a equipe permitiu que os africanos virassem o jogo e saíssem com a vitória por 4 a 2, o que, para os jornais argentinos, ligou o sinal de alerta para a Copa do Mundo de 2018.

Olé se apoiou em números para destacar o quão significativa foi a derrota desta terça-feira. Para além da quebra na invencibilidade do técnico Jorge Sampaoli à frente da seleção, que já durava sete jogos, o diário apontou o fato de esta ser apenas a quinta derrota da Argentina levando quatro gols ou mais neste milênio. A seleção só havia tomado tantos gols contra o Brasil, em 2005, Bolívia, em 2009, Alemanha, em 2010, e a própria Nigéria, em 2011. E uma virada como essa não era vista desde 1958, quando o Chile foi responsável por construir o mesmo placar dos nigerianos.

O Clarín considerou que os jogadores voltaram ?dormindo? do intervalo e levou dois gols através de um ?par de distrações?. ?Cada contra-ataque dos africanos era como um meio-gol?, até que, depois do quarto, ?a equipe não assimilou as pancadas a tempo de reagir?. ?O desafio era manter a linha de atuação sem Lionel Messi, mas ocorreu o contrário?, sinalou, em referência à ausência do camisa 10, poupado.

O La Nación, por sua vez, indicou a irregularidade da Albiceleste como símbolo de um conturbado ano de 2017, em que a seleção se classificou a duras penas, apenas na rodada final das Eliminatórias, para a o mundial do ano que vem. ?Estes altos e baixos constantes podem voltar a agitar fantasmas: a derrota, como foi, reviverá algumas discussões sobre nomes e maneiras de jogar, justo quando um estilo próprio começava a tomar forma?.

Para o técnico Sampaoli, o maior problema apresentado por seus comandados diz respeito ao poder de reação. O time teria ficado abalado diante da melhora do adversário na partida. Segundo ele, a ?Argentina teve vontade de mudar a situação, mas não teve capacidade para pensar de que forma faria isto. Não se pode transformar esses momentos de adversidade em loucura?, apontou.

 

 

 

Gazeta Esportiva

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