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Executivo de emissora acusada de pagar propina à Fifa é morto no México

No último domingo, aos 69 anos, Adolfo Lagos Espinosa, vice-presidente de telecomunicações da Televisa, foi assassinado quando passeava de bicicleta na rodovia Tulancingo-Pirámides, na Cidade do México. O executivo foi vítima de disparos, após suposto assalto que originou uma troca de tiros entre os dois criminosos que o abordaram e os dois seguranças que o [?]

15:45 | 21/11/2017

No último domingo, aos 69 anos, Adolfo Lagos Espinosa, vice-presidente de telecomunicações da Televisa, foi assassinado quando passeava de bicicleta na rodovia Tulancingo-Pirámides, na Cidade do México. O executivo foi vítima de disparos, após suposto assalto que originou uma troca de tiros entre os dois criminosos que o abordaram e os dois seguranças que o escoltavam.

A Televisa é investigada, ao lado da Rede Globo, pelo pagamento de propina à Fifa e a dirigentes de alto-escalão do futebol, em troca da garantia de direitos de transmissão da Copa do Mundo. As autoridades mexicanas, no entanto, não confirmam qualquer relação do esquema de corrupção com o assassinato de Adolfo Lagos.

Na última semana, Jorge Delhon, advogado também envolvido na delação do escândalo, morreu ao ser atropelado por um trem em Lanús, Argentina. A versão da polícia local aponta para um ato de suicídio.

O caso está mobilizando o país, uma vez que a Procuradoria Geral da República mexicana teria apontado, após investigações, que a bala retirada de uma das costelas da vítima pertenceria a um de seus seguranças particulares.

?Um puxou uma pistola e instantes depois foram ouvidos vários disparos. Posteriormente, vi esses indivíduos correndo em direção a uma moita de cactos, ao mesmo tempo em que continuavam disparando?, foram as palavras divulgadas em um comunicado de imprensa oficial da Promotoria, da única testemunha presente no momento do crime.

?Os resultados dos testes realizados pelos órgãos coincidem em determinar que a bala extraída do corpo da vítima, por suas características balísticas, foi disparada pela arma de um dos ocupantes da caminhonete (de escolta)?, também informou o comunicado.

O caso foi alvo de enorme pressão exercida por políticos, empresários e intelectuais do México, fazendo com que a investigação, que segundo a PGR ainda não terminou, avançasse de forma rápida.

Gazeta Esportiva

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