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Ex-jogador Junior Pipoca é o novo treinador do Tiradentes

Ele para substituir o coronel Maurício dos Santos, que foi demitido após sofrer duas derrotas seguidas na Taça Fares Lopes
20:54 | Set. 04, 2017
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O ex-jogador Junior Pipoca é o novo treinador do Tiradentes. Ele comandará o primeiro treino à frente da equipe nesta terça-feira, 5.

Nesta terça-feira, 4, Junior Pipoca foi apresentado e conversou com os jogadores. O ex-jogador chega ao Tiradentes para substituir o coronel Maurício dos Santos, que foi demitido após sofrer duas derrotas seguidas na Taça Fares Lopes.

O Tiradentes é o último colocado do Grupo A2 da Taça Fares Lopes e precisa reagir, tendo em vista que o lanterna de cada grupo é eliminado na primeira fase.

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Bolsonaro quer CPI sobre urnas, mas diz que pode não ter adesões no Congresso

POLÍTICA
12:26 | Ago. 05, 2021
Autor Agência Estado
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Depois de fazer acusações sucessivas de fraude das urnas eletrônicas sem apresentar provas, todas amplamente desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Jair Bolsonaro classificou como "vital" para a democracia a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar indícios de irregularidades que ele aponta nos equipamentos. No entanto, o chefe do Executivo ponderou que não sabe se obterá assinaturas no Parlamento para a abertura da comissão.
Em entrevista à Rádio 93 FM RJ, compromisso que não consta da agenda oficial do presidente, Bolsonaro voltou a pedir transparência e a defender o voto impresso nas eleições do País. Em acusações ao TSE, Bolsonaro reafirmou que a urna eletrônica não é auditável. A afirmação, no entanto, já foi rebatida pelo próprio órgão eleitoral, que afirma que todo o processo eleitoral é auditável e seguro. Além das auditorias internas, cidadãos, partidos políticos, fiscais de partidos, candidatos, OAB e Ministério Público podem realizar a fiscalização durante as etapas do processo.
Bolsonaro voltou a acusar o TSE de acobertar a invasão ao sistema eleitoral da Corte que continha os códigos usados nas urnas eletrônicas, como fez na noite de quarta-feira (4), e de ter apagado "as pegadas" deixadas pelo hacker. Conforme justifica, um hacker teve acesso às chaves criptografadas das urnas eletrônicas. Segundo ele, a comprovação da ação do TSE é que o órgão rebateu o presidente "com mentiras e fake news" às suas declarações em transmissão ao vivo nas redes sociais na última quinta-feira (29). "Mas não rebateu inquérito da PF sobre invasão hacker". Na noite desta quarta-feira, 4, o TSE disse que o programa da urna eletrônica "simplesmente não roda" se for adulterado.
Bolsonaro alega que a tecnologia da urna eletrônica é a mesma desde 1996 e, por isso, precisa ser modernizada. "Se um banco utilizasse a mesma tecnologia desde 1996, ninguém iria confiar", compara. "Eleições democráticas têm que ser igual à história de mulheres certas: não basta ser mulher, tem que parecer honesta".
Agora investigado no inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente reforçou também os ataques contra o presidente da Corte, o ministro Luís Roberto Barroso. "Por que o ministro Barroso joga todas as fichas contra o voto auditável, contra o voto impresso, contra o voto democrático? Obviamente que tem algum interesse que eu não consigo entender ou decifrar qual seja", afirmou. Bolsonaro repete que a articulação do ministro a favor do voto eletrônico tem como objetivo eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022.
Nas acusações, o presidente disse ainda que "Barroso chegou ao STF porque defendeu um terrorista, o Battisti". Cesare Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália, que pediu a extradição para que ele cumprisse pena naquele país. Na época, Barroso atuou de forma a favor de Battisti. Em 2009, o STF entendeu que a decisão sobre extraditar ou não o italiano cabia ao presidente da República. Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição.
Nas críticas feitas ao ministro, o chefe do Executivo sugeriu novamente uma manifestação da população em São Paulo para um apelo contra Barroso. "Não podemos ter eleições duvidosas em 2022. É preciso contagem pública dos votos", afirmou.
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Empresários e intelectuais se unem em manifesto de apoio ao sistema eleitoral

POLÍTICA
12:22 | Ago. 05, 2021
Autor Agência Estado
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Centenas de empresários, economistas, diplomatas e representantes da sociedade civil divulgaram um manifesto em defesa do sistema eleitoral brasileiro, destacando que "o princípio-chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos". O comunicado, que é publicado na edição desta quinta-feira, 5, do Estadão, não cita o presidente Jair Bolsonaro, mas é categórico ao dizer que o País "terá eleições e seus resultados serão respeitados" e ao afirmar que "a sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias".
O manifesto foi divulgado no mesmo dia em que Bolsonaro passou a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito das fake news. A decisão do ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte vai apurar a possível prática de 11 crimes pelo presidente.
Entre os signatários estão nomes de peso do mundo empresarial e financeiro, como Frederico e Luiza Trajano, do Magazine Luiza, Pedro Moreira Salles e Roberto Setubal, do Banco Itaú Unibanco, Carlos Jereissati, do Iguatemi, Pedro Passos e Guilherme Leal, da Natura, e Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde. Também assinam economistas como Armínio Fraga, Pedro Malan, Ilan Goldfajn, Persio Arida, André Lara Resende, Alexandre Schwartsman e Maria Cristina Pinotti.
O manifesto nasceu de alguns associados do Centro de Debates de Políticas Públicas (CDPP) e se espalhou para outros grupos de discussão de empresários, economistas e advogados. "Já na hora que ele começou a adesão foi enorme", afirmou o economista Affonso Celso Pastore, do CDPP. "A sociedade civil precisa se manifestar como na época da campanha pelas eleições diretas. Bolsonaro já entrou em todos os órgãos de controle, como a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, e a luta dele agora é controlar o Judiciário. É imprescindível a união de todos em defesa da democracia", afirmou Maria Cristina.
O texto foi elaborado na terça-feira, dia 3, e passou a circular entre grupos de empresários, economistas e grupos que representam a sociedade civil. Ele traz a assinatura de políticos, como o presidente do Cidadania, Roberto Freire, e de dirigentes de entidades da sociedade civil, como Priscila Cruz, do Todos pela Educação. Lideranças religiosas também subscrevem o documento. Lá estão o cardeal-arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer, e o rabino Michel Schlesinger.
"Acho espetacular a sociedade civil se mobilizar na defesa da democracia. Entendo que 70% da sociedade quer o Brasil democrático, onde vigoram o estado de direito e as liberdades. Nada mais importante para a democracia do que eleições limpas, que são garantidas pela voto eletrônico, que vigora há 25 anos no País sem notícia de fraude", disse o cientista político Luiz Felipe d'Avila.
O manifesto tem três parágrafos. Nele os signatários afirmam sua preocupação com a pandemia, as mortes e a perda de empregos. Dizem que as transformações da sociedade e a recuperação do País só serão possíveis pela via democrática. E afirmam confiar no sistema atual de voto.
"O Brasil enfrenta uma crise sanitária, social e econômica de grandes proporções. Milhares de brasileiros perderam suas vidas para a pandemia e milhões perderam seus empregos. Apesar do momento difícil, acreditamos no Brasil. Nossos mais de 200 milhões de habitantes têm sonhos, aspirações e capacidades para transformar nossa sociedade e construir um futuro mais próspero e justo. Esse futuro só será possível com base na estabilidade democrática", diz o texto.
Leia a íntegra do manifesto
"O Brasil enfrenta uma crise sanitária, social e econômica de grandes proporções. Milhares de brasileiros perderam suas vidas para a pandemia e milhões perderam seus empregos.
Apesar do momento difícil, acreditamos no Brasil. Nossos mais de 200 milhões de habitantes têm sonhos, aspirações e capacidades para transformar nossa sociedade e construir um futuro mais próspero e justo.
Esse futuro só será possível com base na estabilidade democrática. O princípio chave de uma democracia saudável é a realização de eleições e a aceitação de seus resultados por todos os envolvidos. A Justiça Eleitoral brasileira é uma das mais modernas e respeitadas do mundo. Confiamos nela e no atual sistema de votação eletrônico. A sociedade brasileira é garantidora da Constituição e não aceitará aventuras autoritárias.
O Brasil terá eleições e seus resultados serão respeitados."
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Índice de Preços de Alimentos da FAO recua 1,2% em julho ante junho

ECONOMIA
12:22 | Ago. 05, 2021
Autor Agência Estado
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O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) teve uma média de 123 pontos em julho, queda de 1,5 pontos (1,2%) ante junho, mas ainda 29,1 pontos (31%) acima do nível do mesmo período do ano passado. O resultado mensal, segundo a FAO, refletiu as quedas nos preços de cereais, lácteos e óleos vegetais que mais do que compensaram a alta nas cotações de carnes e açúcar pelo segundo mês consecutivo.
O subíndice de preços dos cereais teve média de 125,5 pontos em julho, queda de 3,8 pontos (3%) em relação a junho, mas ainda 28,6 pontos (29,6%) acima de seu valor de julho de 2020. De acordo com a organização, entre os principais cereais, os preços internacionais do milho caíram 9,1 pontos (6%) em julho.
O enfraquecimento foi impulsionado pelos melhores rendimentos das safras de milho da Argentina, maiores do que as esperadas anteriormente e melhores perspectivas de produção nos Estados Unidos, disse a FAO. Além disso, cancelamentos de milho pela China também pesaram nas cotações.
Entre outros grãos grossos, os preços internacionais da cevada e do sorgo também caíram em julho, cedendo 8,3 pontos, 6,4% e 8,7 pontos, 5,3%, respectivamente. Em relação ao trigo, os preços subiram 2,2 pontos (1,8%) em julho, para seu nível mais alto desde meados de 2014.
"Os preços foram influenciados por preocupações contínuas sobre as condições de safra na América do Norte, onde a seca persistente atrapalhou os rendimentos de trigo duro e da produção no Canadá, além do trigo de primavera nos EUA", destacou a FAO.
Além disso, fortes chuvas ameaçaram as perspectivas de safra em partes da União Europeia (UE), enquanto os primeiros rendimentos na Rússia foram levemente menores do que o esperado.
Já no Hemisfério Sul, as perspectivas de produção permanecem favoráveis na Argentina e na Austrália. Também em território negativo, os preços do arroz caíram no último mês, atingindo as mínimas de dois anos, à medida que novas safras e movimentos cambiais negativos agravaram o ritmo lento das vendas influenciados, principalmente, por altos custos de frete e obstáculos logísticos.
O levantamento mensal da FAO também apontou que o subíndice de preços dos Óleos Vegetais caiu 2,2 pontos, 1,4%, pelo segundo mês consecutivo para o valor mais baixo em cinco meses, pressionado pela queda nos preços dos óleos de soja, canola e girassol, disse o órgão.
As cotações internacionais do óleo de palma, após 12 meses consecutivos de alta, se recuperaram moderadamente em julho, em virtude da produção abaixo do esperado nos principais países produtores, principalmente na Malásia, que foi afetada por problemas de escassez de mão de obra.
A entidade acrescentou que, em contrapartida, os preços do óleo de soja enfraqueceram em julho, em grande parte pressionados pela menor mistura de biodiesel na Argentina. Além disso, os preços internacionais dos óleos de canola e de girassol também recuaram, refletindo, respectivamente, a demanda global de importação pressionada e a oferta recorde para a safra 2021/22.
Na sondagem mensal da FAO, o subíndice de preços das carnes subiu em julho. Conforme a FAO, os preços das carnes tiveram média de 110,3 pontos em julho, 19% acima do valor revisado para o mesmo período de 2020. Em julho, as cotações da carne de aves foram as que mais subiram, sustentadas pelo aumento das importações do Leste Asiático.
Segundo a entidade, as cotações de preços da carne bovina se fortaleceram, refletindo o aperto dos mercados globais em virtude da redução da oferta nas principais regiões produtoras e da continuidade da forte demanda, principalmente da China. Em compensação, os preços da carne suína caíram, após um declínio nas importações do gigante asiático, apesar da oferta limitada da Alemanha por causa da propagação da peste suína africana em algumas fazendas de suínos, explica a FAO.
O subíndice de preços de Laticínios, por sua vez, registrou média de 119,9 pontos em junho, queda de 1,2 pontos (1,0%) em relação a maio, encerrando 12 meses de aumentos ininterruptos. A média é também 21,6 pontos (22%) acima do seu valor no mês correspondente ao ano passado.
Em julho, as cotações internacionais de todos os produtos lácteos caíram pelo segundo mês consecutivo, após 12 meses de aumentos contínuos, segundo a FAO. "Os preços do leite em pó desnatado registraram a maior queda, seguido pela manteiga, leite em pó integral e queijo. A queda se deveu à redução na demanda de importação de insumos. Além disso, atividades econômicas mais lentas no Hemisfério Norte, em virtude das férias de verão, aliada às expectativas de aumento das disponibilidades de exportação no período à frente, especialmente da Oceania, também pesaram nas cotações internacionais dos preços dos lácteos", informa a organização.
A FAO calculou, ainda, que o subíndice de preços do açúcar ficou, em média, 109,6 pontos em julho, alta de 1,8 pontos (1,7%) em relação a junho, marcando o quarto aumento mensal consecutivo e o maior nível desde março de 2017. "As incertezas sobre o impacto das geadas sobre a produtividade das safras do Brasil, maior exportador mundial de açúcar, pressionaram a alta sobre os preços", ressalta a FAO.
Segundo a entidade, além disso, o recente aumento nos preços do petróleo bruto e a valorização do real ante o dólar norte-americano deram suporte adicional às cotações mundiais do adoçante. "Os preços mais elevados do combustível tendem a levar os produtores no Brasil a desviar mais da moagem da cana-de-açúcar para a produção de etanol", destaca o órgão.
Em contrapartida, as boas perspectivas de produção e exportação da Índia compensaram parcialmente a pressão geral de alta sobre os preços do açúcar e impediram aumentos mensais maiores.
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Endividamento das famílias bate novo recorde em julho

Economia
12:19 | Ago. 05, 2021
Autor Agência Brasil
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O percentual de famílias que relataram ter dívidas no mês de julho chegou a 71,4%, o maior patamar da série histórica, iniciada em 2010. A alta é de 1,7 ponto percentual na comparação com junho e de 4 pontos em relação a julho de 2020, o maior aumento anual verificado desde dezembro de 2019.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada hoje (5) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As dívidas incluem cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa.

As famílias com dívidas ou contas em atraso chegaram a 25,6%, o terceiro aumento seguido. O número é 0,5 ponto percentual acima do nível de junho e 0,7 ponto abaixo do apurado em julho do ano passado. 

Já as famílias que disseram não ter condições de pagar suas dívidas em atraso e que vão continuar inadimplentes aumentou de 10,8% para 10,9% de junho para julho. Na comparação anual, houve queda de 1,1 ponto percentual.

Faixas de renda

Na análise por grupos de renda, o endividamento entre as famílias que recebem até dez salários mínimos aumentou de 70,7% para 72,6% na passagem mensal, atingindo nova máxima histórica. Em julho de 2020, o indicador estava em 69% das famílias. A inadimplência nessa faixa passou de 28,1% para 28,7% e 13,1% do total disseram que vão permanecer com as contas em atraso.

No grupo que recebe mais de dez salários mínimos, o endividamento vem batendo recordes mensais desde fevereiro. O percentual passou de 65,5% em junho para 66,3% julho, ante os 59,1% em julho de 2020. A inadimplência nesse grupo de renda cresceu de 11,9% para 12,1% na passagem mensal e 3,5% afirmaram que não têm condições de colocar as dívidas em dia.

O grupo dos muito endividados teve leve redução, de 14,7% em junho para 14,6% em julho, índice 0,9 ponto percentual abaixo de julho de 2020. Na capacidade de pagamento, a parcela média da renda comprometida entre as famílias endividadas ficou em 30,5%, o maior nível desde 2017, e 21,1% têm mais da metade da renda comprometida com dívidas.

Dívidas

O tempo médio de atraso para quitação das dívidas ficou em 61,9 dias em julho. A principal dívida das famílias é no cartão de crédito, modalidade assinalada por 82,7% dos endividados, o maior nível da série histórica. Carnês de lojas foram indicados por 18% das famílias, 9,8% têm dívidas com crédito pessoal e 9,7% com financiamento da casa própria.

Inflação

Segundo a CNA, a inflação elevada tem diminuído o poder de compra das famílias e deteriorado os orçamentos domésticos. “A renda dos consumidores também está afetada pelas fragilidades dos mercados de trabalho formal e informal, com o auxílio emergencial de menor valor pago este ano. Tais fatores têm também provocado o maior uso do crédito no cartão”, diz o informe da pesquisa.

A entidade alerta que o cartão de crédito é a modalidade mais difundida, porém é a que oferece o maior custo ao consumidor quando se torna crédito rotativo, com parte do saldo devedor rolada para o mês seguinte.

“Embora o crédito possa funcionar como ferramenta de recomposição da renda e potencializar o consumo, com mais de 71% das famílias endividadas, acendeu-se um alerta para o uso do crédito e o potencial de crescimento da inadimplência à frente. O aumento dos juros em curso no país encarece as dívidas, principalmente na modalidade mais buscada pelos endividados hoje, o cartão de crédito”.

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Valor da cesta básica dispara, aumenta 3,92% em julho e custa R$ 562,82

ECONOMIA
12:13 | Ago. 05, 2021
Autor Samuel Pimentel
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O custo dos 12 produtos que compõem a cesta básica em Fortaleza disparou 3,92% somente no mês de julho no que foi o maior aumento do Brasil no mês. Isso fez o valor alcançar R$ 562,82. Considerando o salário mínimo de R$ 1.100, o trabalhador precisou trabalhar 112 horas e 34 minutos somente para comprar uma cesta básica. O gasto padrão com alimentação de uma família padrão de dois adultos e duas crianças foi de R$ 1.688,46.

Os dados são da pesquisa nacional da cesta básica, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em julho, os principais vilões foram tomate (com alta de 34,1% no mês), banana (+5,65%) e café (5,54%). Ao todo, sete dos 12 produtos ficaram mais caros. Já entre os preços em queda, destaque para o arroz (-1,93%), a farinha (-1,53%) e o óleo (-1,28%).

Quando analisamos o valor da cesta básica, as variações semestral e anual do valor, em Fortaleza, tiveram crescimento de 5,6% e 23,77%, respectivamente. Há um ano, a cesta básica custava R$ 454,74.

Nos últimos 12 meses, todos os itens da cesta básica acumulam alta. Os produtos que mais tiveram aumento foram o óleo (+79,49%), o açúcar (+40,15%) e o arroz (+38,46%).

Brasil

Entre as maiores altas do Brasil na cesta básica, além de Fortaleza (+3,92%), foram vistas em Campo Grande (+3,89%), Aracaju (+3,71%), Belo Horizonte (+3,29%) e Salvador (3,27%). A cesta mais cara foi a de Porto Alegre, que custou R$ 656,92.

Nordeste

No Nordeste, Fortaleza (R$ 562,82) e Natal (R$ 506,51) são as únicas capitais com custo da cesta básica acima dos R$ 500. Na sequência aparece João Pessoa (R$ 492,30); Aracaju (R$ 488,42), Recife (R$ 487,60); e Salvador (R$ 482,58).

Salário

O valor do salário mínimo dos brasileiros nunca esteve valendo tão pouco nos últimos anos. Os R$ 1.100 nominais definidos em lei compõem somente 20,28% do que é tido como o rendimento necessário para a sobrevivência de uma família de quatro pessoas, estimado em R$ 5.421,84, em junho. Esse foi o pior resultado para o mês nos últimos 13 anos.

Com base na cesta mais cara que, em julho, foi a de Porto Alegre, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.518,79, valor que corresponde a 5,02 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. O cálculo é feito levando em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças. Em junho, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.421,84, ou 4,93 vezes o piso em vigor.

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