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Botafogo abre festejos dos 100 anos com Raí e homenagem a Sócrates

O Botafogo de Ribeirão de Preto iniciou na ensolarada manhã deste sábado os festejos de seu centenário. Completando um século de existência em 12 de outubro de 2018, o clube do interior paulista abriu as comemorações com homenagens a dois de seus maiores ídolos: os irmãos Sócrates e Raí. Debaixo do típico sol escaldante de [?]

14:45 | 16/09/2017

O Botafogo de Ribeirão de Preto iniciou na ensolarada manhã deste sábado os festejos de seu centenário. Completando um século de existência em 12 de outubro de 2018, o clube do interior paulista abriu as comemorações com homenagens a dois de seus maiores ídolos: os irmãos Sócrates e Raí.

Debaixo do típico sol escaldante de Ribeirão Preto, o Botafogo promoveu evento nesta manhã no terraço de um dos shoppings da cidade, onde dirigentes, autoridades, ex-jogadores e outros convidados foram agraciados com uma farta feijoada. Mas, o que não faltou na cerimônia foi emoção.

A primeira homenagem a Sócrates, revelado pelo Pantera, se deu através de um vídeo exibido a uma plateia numerosa, que recordou grandes momentos em que ele vestia a camisa tricolor, com a qual marcou 101 gols em 269 jogos disputados, entre 1974 e 1978. Instante em que Dona Guiomar, mãe de Magrão e Raí, de 96 anos, se emocionou.

?O vídeo deixou minha mãe bastante emocionada. Esse vínculo do esporte com a nossa família, que o Botafogo nos proporcionou, é especial. Quero estar presente em outras manifestações desse centenário?, ressaltou Raí, após o evento.

Uma das comemorações previstas para os 100 anos do clube ribeirão-pretano é o Jogo das Estrelas, a ser protagonizado por nomes importantes na história da agremiação ? a partida deve ocorrer em dezembro. Aos 52 anos, Raí disse que atuará ao menos ?por uma meia-horinha?, já que ?o joelho incha?.

Outro momento de destaque da solenidade foi a inauguração de uma gravura em tamanho real de Sócrates executando a sua tradicional comemoração, com o braço direito levantado e o punho cerrado, marca de seu engajamento político. A obra foi mais uma homenagem à família Vieira de Oliveira.

?Quando elogiam minha família, também estão elogiando o Botafogo. Meu pai (Raimundo de Oliveira) tinha orgulho de ter dois capitães da Seleção Brasileira. Ele falava que pensava em vender o sêmen dele (risos). O Botafogo fez parte da minha formação como pessoa, com valores, o ambiente do clube?, disse Raí, recordando dos tempos em que ainda sonhava em se tornar jogador de futebol.

?A minha primeira lembrança é de assistir o Sócrates treinando. Ia nos jogos também, mas adorava ir aos treinos quando dava para conciliar com a escola. Lembro que ele já se destacava muito, lembro de algumas jogadas, aquela coisa de criança. Ele devia ter uns 20 anos e eu nove. Ele me fez virar torcedor do Botafogo, ainda mais fervoroso, tive até uma bandeira com uma pantera pintada?, recordou o ex-jogador, que se profissionalizou aos 17 anos de idade, no Botafogo.

Presidente do Pantera, Gerson Engracia Garcia também não conteve a emoção e, com os olhos marejados, lembrou da amizade com Magrão.

?Poderia falar do Sócrates como atleta, como alguém que vi comemorando a formatura de Medicina, mas queria dizer de uma outra parte que poucos tiveram privilégio de ser amigo dele. Uma das pessoas mais cultas que tive a chance de conhecer. Só quem conviveu com sabe quão bom era estar com Sócrates. Talvez uma parte desse corpinho que tenho se deve a conversas com ele (risos)?, brincou, referindo-se às idas aos famosos bares de Ribeirão.

O mandatário ainda garantiu que a cidade voltará a ser uma das sedes da Copa São Paulo de 2018 e que ?quando completar 100 anos, o Botafogo estará numa situação muito melhor do que a que está hoje?. No ano que vem, o clube, que fora campeão da Taça Cidade de São Paulo de 1977, disputará a primeira divisão do Campeonato Paulista e a Série C do Brasileiro.

Gazeta Esportiva

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