Judô: Sarah Menezes quer mesclar experiências no comando da seleção
Após 15 anos dedicados à seleção no tatame, Sarah Menezes inicia nesta terça-feira (14) uma nova trajetória, como técnica da equipe brasileira feminina de judô. Campeã olímpica nos Jogos de Londres (Reino Unido), em 2012, a piauiense quer mesclar a experiência adquirida na carreira e o aprendizado com os treinadores que a marcaram: Expedito Falcão e Rosicléia Campos (a quem a própria Sarah substituirá).

“O Expedito foi meu treinador desde os nove anos e conheci a Rosicléia aos 15, na seleção brasileira. O aprendizado foi gigantesco. Pude observá-los e ter meu conhecimento próprio também. Só tenho a agradecer aos dois, que são técnicos com visões diferentes, o que foi muito importante para o meu crescimento”, disse Sarah em entrevista coletiva por videoconferência.
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“A palavra-chave é persistência, acreditar nos atletas, colocar na cabeça deles que é possível serem campeões, como fomos em muitos ciclos. Trabalho duro, inteligência, tática e desenvolver os atletas em cada competição que eles participem”, completou a ex-judoca de 31 anos, que também esteve nos Jogos de Pequim (China), em 2008, e Rio de Janeiro, em 2016.
O novo posto impõe um outro desafio à Sarah: conciliar a preparação da seleção com a maternidade. Em maio, a campeã olímpica teve Nina, primeira filha com o judoca francês Loic Pietri.
“É uma situação delicada, mas estou aprendendo dia a dia, conhecendo a Nina e passando detalhes para a minha mãe, que estará sempre com ela. Vamos aprender a ser independentes desde cedo e nos comunicarmos como o mundo se comunica. A vida nos ensinará juntas”, comentou a piauiense.
Sarah não é a única novidade. A seleção feminina ainda terá como coordenadora Andréa Berti, que comandava a equipe nacional júnior e defendeu o Brasil nos Jogos de Barcelona (Espanha), em 1992, e Atlanta (Estados Unidos), em 1996. Já a masculina será treinada por Antônio Carlos de Oliveira Pereira, o Kiko, que revelou o bicampeão do mundo João Derly e os medalhistas olímpicos Mayra Aguiar (também bi mundial) e Daniel Cargnin. Ele assume o posto que era da japonesa Yuko Fujii, agora coordenadora.
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