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PV voltará a receber jogos no Campeonato Cearense de 2022, garante secretário de esportes

Segundo Ozires Pontes, o gramado do estádio Presidente Vargas será igual ao utilizado na Arena Castelão. Além do campo, obras estruturais, como a troca completa da iluminação, também estão sendo realizadas
17:47 | Set. 14, 2021
Autor Mateus Moura
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Mateus Moura Jornal
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O estádio Presidente Vargas (PV), que completa 80 anos nesta terça-feira, 14, já tem data estimada para voltar a receber jogos oficiais. Ozires Pontes, secretário de esportes, garantiu que a praça esportiva estará apta no início de 2022, podendo ser utilizada pelos clubes no Campeonato Cearense.

Com o agravamento da pandemia pelo novo coronavírus em Fortaleza, o PV foi adaptado para receber um hospital de campanha, inaugurado em 18 de abril de 2020. O estádio se tornou um dos primeiros pontos de apoio para pacientes com Covid-19, atendendo mais de mil pessoas infectadas.

Em setembro de 2020, a unidade foi desativada e não recebeu mais pacientes, assim como nenhum tipo de evento esportivo. Em julho deste ano, as obras para a troca do gramado foram iniciadas. Segundo o secretário, esta reforma iria acontecer independente do uso ou não da praça esportiva como hospital de campanha.

"A parte do gramado já está 30% concluída. Ontem completamos um mês do início da obra. Esta obra iria existir, independente do uso ou não da época do hospital de campanha. Este gramado, para se ter uma ideia, é de 1985, então ela teria que passar por essa troca. Essa grama é a mesma do Castelão, que atende todos os padrões da CBF", disse Ozires Pontes em entrevista ao O POVO CBN. 

Ozires reforçou, ainda, que a troca do gramado está sendo completa. "É tudo novo, a parte de irrigação e drenagem, não estamos aproveitando nada (antigo). Também tem a questão da grama estar bem maturada para não sofrer nenhum desgaste precoce quando iniciar os jogos. Nós vamos dar um tempo de maturação maior do que foi dado no Castelão. Acredito que a nossa grama irá iniciar bem resistente."

Reformas estruturais do Presidente Vargas também estão sendo realizadas. A iluminação, assim como o campo, será trocada por completo para atender as exigências da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

"Além do gramado, iremos fazer melhorias na parte da estrutura, com manutenções preventivas e corretivas. A parte de iluminação também teremos que trocar, porque, assim como o gramado, é muito antiga. Temos que atender uma quantidade mínima que a CBF exige. Pintura, infiltrações, ar-condicionado. Não é nada de outro mundo, é mais a manutenção mesmo que o estádio precisava ter."

Sobre a data para a finalização das obras, o secretário foi enfático e garantiu que no início de 2022 o estádio estará disponível para receber partidas oficiais. "O prazo de entrega está estimado para o começo de 2022, acredito que em fevereiro ou março, já para atender o Campeonato Cearense.”

 

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Polícia Federal investiga superfaturamento em Hospital de Campanha do PV

Cartão Vermelho
13:44 | Ago. 23, 2021
Autor Levi Aguiar
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A Polícia Federal cumpriu a segunda fase da operação Cartão Vermelho, na manhã desta segunda-feira, 23, contra grupo que teria fraudado licitações para Hospital de Campanha do Estádio Presidente Vargas (PV), em Fortaleza. Em sua fase 2, a operação realizou sete mandatos de busca e apreensão em Fortaleza e em Brasília. No Ceará, foram executadas buscas em casa de empresários e servidores públicos. Segundo apuração, as conexões foram confirmadas a partir de ligações financeiras, com a quebra do sigilo bancário dos suspeitos.

Na Capital cearense, a investigação sobre o Hospital se debruçou em dois pontos: a análise de custeio da obra e o investimento na compra de material para unidade de atendimento contra Covid-19: “O contrato previa R$ 46 milhões de investimento. Disso, cerca de 24 milhões foi realmente usado. Do valor que sobrou, gastaram-se R$ 10 milhões só em monitores multiparâmetro", informa George Moura Colares, superintendente da Controladoria-Geral da União (CGU) e chefe do núcleo de auditoria da Saúde no Ceará.

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O superintendente explica também que foram adquiridos mais monitores do que estava previsto no contrato de gestão, e muitos dos equipamentos foram transferidos do Hospital de Campanha. “A mesma empresa que forneceu os equipamentos para o Hospital de Campanha do PV forneceu para outras duas secretarias (secretarias municipal de João Pessoa e estadual do Piauí) diretamente, inclusive uma delas oferecia o mesmo equipamento, com tela maior e um preço de R$ 1 milhão mais barato para as outras secretarias citadas”.

Segundo o delegado Antônio da Silva Amora, a Operação começou em novembro de 2020 e apurou fraudes em processos licitatórios e desvio de recursos públicos federais: “Na primeira fase, nós buscamos apurar os atos ilícitos em regiões como Fortaleza, São Paulo e Pelotas. A partir do que foi levantado foi possível obter mais informações e organizar uma segunda fase da operação. Na data de hoje realizamos o cumprimento de sete mandatos de busca e apreensão".

O superintendente Regional da CGU do Ceará, Giovanni Pacelli, argumenta que o trabalho da operação se insere no monitoramento dos gastos relacionados ao combate à Covid-19. Ele explica que a operação está dividida em três linhas diferentes:

  • A primeira é a investigação a respeito do auxílio emergencial, que apura se as pessoas que receberam o auxílio realmente deveriam receber;
  • Outro trabalho é sobre o plano de vacinação e se as prioridades e ordem das filas estavam sendo respeitadas;
  • Terceiro ponto é o monitoramento de gastos, no qual o Hospital de Campanha do PV está sendo investigado. “A CGU faz um acompanhamento dos estados e dos municípios com mais de 500 mil habitantes para verificar o volume dos gastos. Fortaleza e o Ceará se enquadram nesse quesito”, argumenta Pacelli.

*Com informações da repórter Angelica Feitosa

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Grupo teria superfaturado equipamentos do Hospital de Campanha do PV

07:47 | Ago. 23, 2021
Autor Angélica Feitosa e Levi Aguiar
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Angélica Feitosa e Levi Aguiar Autor
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Atualização às 11h08

A Polícia Federal faz operação na manhã desta segunda-feira, 23, contra grupo que teria fraudado licitação para Hospital de Campanha do Estádio Presidente Vargas (PV), em Fortaleza. De acordo com as investigações, foram comprados 350 monitores multiparamédicos, quando o Hospital tinha 204 leitos, o que teria gerado prejuízo de R$1,2 milhão.

Operação leva o nome de Cartão Vermelho e cumpre sete mandados de busca e apreensão em Fortaleza e Brasília. O objetivo, de acordo com a PF, é o de instruir inquérito policial que apura indícios de atuação criminosa de servidores públicos, empresários e dirigentes de Organização Social (OS) sediada em São Paulo contratada para gestão do hospital. 

Cerca de 35 policiais e oito servidores da Controladoria Geral da União (CGU) participam da operação. Os crimes investigados são os de corrupção, desvio de recursos públicos federais e fraude em procedimento de dispensa de licitação. As investigações, que tiveram início ainda em 2020, têm base em dados coletados na primeira fase da Operação Cartão Vermelho, em novembro daquele ano. De acordo com a PF, "foram reforçados indícios de conluio entre os investigados para direcionar escolha de organização social, com pagamentos superfaturados, transações com empresas de fachada, desvio de recursos públicos federais e enriquecimento ilícito dos investigados".

As análises da Controladoria-Geral da União (CGU) constataram indícios de irregularidades no processo de chamamento público para contratação da Organização Social e na aquisição de monitores multiparamétricos previstos no contrato de gestão, a exemplo de pesquisas de preços inconsistentes, superfaturamento no montante de R$ 1,2 milhão, adiantamento de valores e aquisição de equipamentos em quantidade muito superior à capacidade de leitos do HCPV.

A PF identificou ainda, nos arquivos e na documentação apreendida, indícios de preferência pessoal dos gestores da Secretaria Municipal da Saúde de Fortaleza (SMS) pela OSS, o que gerou favorecimento. Também foi verificado, de acordo com informações da PF e da CGU, com o aprofundamento das investigações, que novos investigados tiveram participação nas irregularidades apontadas e que receberam recursos da empresa fornecedora dos equipamentos.

As investigações continuam com análise do material apreendido na operação policial e do fluxo financeiro dos suspeitos. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato, ordenação de despesa não autorizada por Lei e organização criminosa, e, se condenados poderão cumprir penas de até 33 anos de reclusão.

 

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