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Inteligencia Artificial faz homenagem a Kurt Cobain com música inédita do Nirvana

A música é em homenagem aos 27 anos da morte do ex-vocalista da banda Nirvana

07:23 | 06/04/2021
O projeto conscientiza sobre a importância da saúde mental em músicos (Foto: Reprodução/MTV)
O projeto conscientiza sobre a importância da saúde mental em músicos (Foto: Reprodução/MTV)

A organização Over the Bridge homenageou o ex-vocalista do Nirvana, Kurt Cobain, com uma “música inédita” da banda. A iniciativa tem como base reverenciar artistas que faleceram por causas que envolvem saúde mental através de mecanismos de Inteligência Artificial. Kurt Cobain faleceu há 27 anos, no dia 5 de abril de 1994, vítima de overdose, aos 27 anos de idade.

A música foi intitulada como Drowned in the Sun, que significa afogado pelo sol. O projeto chamado de Lost Tapes of the 27 Club, ou "As Fitas Perdidas do Clube dos 27" em português, utilizou a Magenta AI, um mecanismo de Inteligência Artificial da Google, em combinação com uma rede neural comum para analisar as composições do Nirvana, além das mudanças de acordes, harmonias, riffs de guitarra, solos, padrões de bateria, letras e vocais e, por fim, produzir uma música inédita.

Escute Drowned in the Sun:

Ao todo, mais de 24 canções foram usadas para "alimentar" e "ensinar" o software. Dessa forma, o software criou uma base de melodia para toda a música. Posteriormente, o projeto contou com a ajuda de Eric Hogan, vocalista de uma banda tributo ao Nirvana e, assim, os vocais foram inseridos. Em entrevista para a revista Rolling Stone, Eric disse que foram "muitas tentativas e erros" mas que renderam bons resultados.

A organização do Lost Tapes of the 27 Club também homenageou trabalhos de outros artistas, como Amy Winehouse, Jim Morrison e Jimi Hendrix. “Para mostrar ao mundo o que foi perdido para esta crise de saúde mental, usamos a inteligência artificial para criar o álbum que o clube dos 27 nunca teve a chance de gravar. Através deste disco, estamos encorajando mais músicos a obter o apoio à saúde mental que eles precisam, para que possam continuar fazendo a música que todos amamos. Porque nem a inteligência artificial conseguirá substituir o que é real”, declara o projeto em seu website.