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Influencer baiana Sthefane Matos faz desabado sobre complicações de cirurgia de rinoplastia

No vídeo com pouco mais de 20 minutos, a influenciadora contou que fez a cirurgia porque sofria presssão estética e críticas constantes pelo formato do nariz

12:28 | 11/12/2020
A baiana chegou a chorar em alguns momentos do vídeo, mas finalizou passando uma mensagem de aceitação  (Foto: Reprodução/Youtube)
A baiana chegou a chorar em alguns momentos do vídeo, mas finalizou passando uma mensagem de aceitação (Foto: Reprodução/Youtube)

Depois de um tempo afastada das redes sociais, a influenciadora baiana Sthefane Matos fez um desabafo no Youtube nesta quarta-feira, 9, sobre as rinoplastias que tiveram complicações. Ela revelou detalhes de como precisou fazer uma cirurgia de emergência para recuperar o nariz, utilizando enxertos de pele, e ainda vai precisar passar por uma longa cicatrização.

Como conta no vídeo, a primeira cirurgia foi feita há 10 meses. Em seu relato, ela afirma que fez plástica por sofrer pressões estéticas e diversas críticas. "Há dez meses, eu tinha um nariz saudável, perfeito. Fiz uma rinoplastia pra poder me encaixar em um padrão de beleza que não existe. Eu sempre fui muito vaidosa. Queria fazer de tudo para me sentir melhor, gostava de me cuidar. Sempre me achei bonita, mas queria mais”, começou.

Mesmo depois do procedimento, os ataques continuaram e a influencer revelou que nem ela mesma estava contente com o resultado. "O nariz não ficou bom, ficou muito curto, sem ponta, torto. Um lado era menor que outro, deformado. De lá pra cá, comecei a viver um inferno nas redes sociais e comigo também. Comecei a ter problemas de autoestima, no trabalho. Recebia críticas altamente destrutivas, pessoas cruéis, maldosas mesmo”, continuou ela. Em sua conta pessoal, a jovem já acumula mais de 8 milhões de seguidores.

No processo, ela acabou refletindo muito sobre sua estética e revelou o que impactou sua autoestima, deixando de se olhar no espelho e desejando a forma anterior do nariz. "Queria ter meu nariz de antes de volta, mas como não podia, queria algo que pelo menos me sentisse bonita de novo”, explicou. Por isso, ela resolveu se submeter a uma nova cirurgia há alguns meses para corrigir.

O pós operatório trouxe mais complicações do que ela imaginava. Como o nariz tinha ficado menor na cirurgia anterior, a pele do nariz não aguentou ser tão esticada e se abriu no meio da noite. "Um dia eu acordei e meu nariz estava aberto, a cartilagem estava completamente exposta. Foi muito desesperador! Todo mundo aqui em casa ficou em choque comigo”, lembrou.

Morando em Salvador, ela precisou ficar indo e voltando de São Paulo e foi hospitalizada de emergência para cirurgia depois que os pontos cederam e a cartilagem ficou exposta. “Já fui direto para o hospital, entrei como emergência porque o meu caso era tão grave que não dava pra esperar”, contou. Para resolver o problema, foi necessário fazer um enxerto de pele da orelha e do lábio, no nariz. Além de ser preciso colocar botox na boca para evitar movimentos no pós-operatório.

Sthefane confessou também que o pior momento foi quando precisou tirar o curativo e viu o resultado. "Foi o pior momento pra mim, fiquei sem chão. Quando eu peguei o espelho meu mundo desabou. Comecei a chorar muito. Passou um filme na minha cabeça, tipo ‘o que eu fiz da minha vida’? Se eu pudesse voltar no tempo, nunca teria feito essa besteira de mexer no meu nariz – que não tinha nada de mais – só por vaidade. Fiquei dois dias muito mal”, disse, visivelmente emocionada. Para que a pele fique uniforme, em cor e textura, serão necessários entre seis a onze meses.

A experiência, segundo ela, foi uma lição para si mesma, que agora quer dar o exemplo para outras pessoas. "Lá atrás, quando pensei em fazer minha cirurgia, se eu tivesse visto um vídeo desse, eu tenho certeza que mudaria de opinião, não teria feito nunca a cirurgia que me trouxe tantos traumas. Esse vídeo pode ajudar muitas pessoas e mudar pensamentos”, afirmou. Ao finalizar, a inflencer reforçou que as pessoas lembrem que não precisam se encaixar em padrões, mas se escolherem fazer cirurgias, façam porque querem.