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Em novo livro, Adriana Araújo descreve vivências com a filha que nasceu com hemimelia fibular

A jornalista informou que os lucros dos direitos autorais do livro serão destinados ao tratamento de crianças de origem humilde com hemimelia fibular
08:11 | Nov. 25, 2020
Autor Redação O POVO
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A jornalista Adriana Araújo lançou recentemente o livro “Sou a Mãe Dela” com relatos da criação da filha, que nasceu com hemimelia fibular, condição ortopédica rara e congênita que não possui causa determinada. Com uma escrita pessoal, Adriana descreve “a história da menina que lutou para caminhar, desafiou preconceitos e mudou a minha vida”, como diz no subtítulo da publicação. As informações são do UOL.

Giovanna Araújo nasceu quando Adriana tinha 25 anos. A jornalista criou a filha sozinha, e descreve que a história é um “relato de uma mãe. Uma mãe e sua menina. Porque assim foi".

A hemimelia fibular, condição médica rara que tem a filha de Adriana Araújo, fez a criança nascer sem um osso de sustentação da perna direita, além de outras complicações ortopédicas, como apenas dois dedos na mão direita. Durante o crescimento, passou por dez cirurgias corretivas, desde bebê até os 16 anos de idade.

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A jornalista escreve em detalhes as diversas lutas que passou com a filha em hospitais, o diagnóstico errado de um médico, que recomendou a amputação da perna, e a comovente dedicação de diferentes pessoas em apoio.

Ela relata que nunca aceitou usar o termo “deficiente” com a filha, assim como também rejeita chamá-la de “especial”. “Mas compreendo as mães que recorrem a ela [a palavra 'especial'] para aliviar o peso do rótulo", escreve. Da mesma forma, sempre rejeitou que tivessem pena dela. Seu mantra era: "Tadinha, não!"

Adriana explica que prefere utilizar a palavra “diferente”. "Minha filha nasceu com uma diferença física", diz. "A palavra é minha, senhor juiz. Igual. Porque somos todos diferentes e tão iguais", explica.

Na publicação, ela também conta um pouco sobre a sua jornada profissional. Ela relata que é a primeira pessoa da família materna e a segunda da paterna a conseguir um diploma universitário. E conta que começou, em 1995, como repórter da TV Globo em Belo Horizonte, sendo posteriormente transferida para Brasília.

Adriana conta ainda que, em 2006, foi convidada pela Record para apresentar o principal telejornal da emissora com o salário três vezes maior que o da Globo, mas que teve muitas dúvidas antes de aceitar o novo cargo.

"Hoje vejo o quanto a dor da mudança de trabalho me consumiu. Mas não era uma questão de múltiplas escolhas. Escolhi a minha filha. Escolheria de novo". Em São Paulo, cidade onde fica a sede da Record, era onde a filha teria que fazer uma etapa importante do caro tratamento a que estava se submetendo. A jornalista comandou o "Jornal da Record" em dois períodos, de 2006 a 2009 e de 2013 a 2020, quando assumiu o programa “Repórter Record Investigação”.

A jornada de Giovanna, narrada pela mãe, tem um primeiro “final feliz” depois da última cirurgia, que a deixou completamente autônoma. “Correr, dançar, andar de bicicleta hoje são coisas bem triviais para ela”, conta.

O segundo “final feliz” ocorreu em dezembro de 2017, quando as duas viram juntas o resultado do vestibular. Giovanna foi aprovada para a faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo, uma das instituições referências do Brasil.

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