Laudo descarta que morte de voluntário de testes da CoronaVac teve relação com a vacina

O homem faleceu em decorrência de de intoxicação química, o que descarta ligação com o imunizante. O processo de testes chegou a ser interrompido pela Anvisa, mas já teve autorização para ser retomado

18:51 | Nov. 12, 2020

A Sinovac adiou o anúncio dos resultados dos testes em estágio final até janeiro, para consolidar os dados de outros países onde os testes ocorreram (foto: Governo do Estado de São Paulo / AFP)

O laudo oficial do Instituto Médico Legal (IML), divulgado na tarde desta quinta-feira, 12, pela Globonews, comprovou que a morte do voluntário da vacina CoronaVac, identificada no último dia 29, não aconteceu em decorrência do imunizante. O homem de 32 anos, que não teve nome divulgado, morreu por "intoxicação química".

Instituto Butantan, que atua em cooperação com a pesquisa, informou a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o óbito do voluntário na última segunda-feira, 9. Na ocasião, a entidade de saúde suspendeu de imediato o processo de testagem pela existência de um "efeito adverso grave".

No dia seguinte, boletim de ocorrência divulgado pela TV Globo apontou que a causa da morte do voluntário teria sido por suicídio, mas representantes da Anvisa não confirmaram a informação e alegaram não ter conhecimento detalhado quanto ao motivo do óbito. O Instituto Butantan disse que "estranhou" a suspensão dos testes e garantiu que o homem não morreu por conta do imunizante.

A fala foi confirmada pelo laudo oficial divulgado nesta quinta, que apontou uma grande quantidade de produtos químicos no sangue do voluntário.  De acordo com reportagem, o homem teria morrido após substâncias utilizadas por ele terem provocado uma "intoxicação externa aguda".

O laudo e todos os documentos que tenham relação com o caso serão enviados agora para avaliação da Anvisa. Ainda na tarde de ontem, o órgão autorizou a retomada dos testes da Coronavac pelo Instituto Butantan.