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Lembranças dos Carnavais passados

05:00 | 26/02/2019
CARNAVAIS PASSADOS
CARNAVAIS PASSADOS

Alci Sobreira Costa

Está chegando o carnaval

são tantas às lembranças,

da minha mocidade

como era feliz.

Em nossa adolescência

gostávamos de dançar

e pular com ingenuidade

não havia maldade.

Eu e minhas colegas

brincávamos em grupo.

Tudo tão divertido

a mocidade passa rápido

e os anos também.

A saudade é grande

quando relembramos

as nossas paqueras jovens

como a gente

Nós divertimos à valer

a passagem dos blocos

escolas de samba, maracatus

tudo era alegria e divertimento.

A noite a diversão

ficava nos clubes bem

selecionados, divertidos

todo mundo aproveitava.

Sinto grande tristeza

quando começa o Carnaval

e impossível voltar ao passado.


Belos Carnavais

 

 

Benevides Machado de Carvalho

Ah! Como eram divertidos

Os carnavais de outrora

De marchinhas, abastecidos

Tão diferentes de agora.

As Escolas e os Blocos

Ar, na Senador Pompeu

Duque de Caxias, em foco

Alameda no apogeu.

Nas calçadas, a plateia

Aplaudindo os foliões

Verdadeira epopeia

Alegrando multidões.

Lá nos Clubes sociais

Exemplo! Quixadaense

Com altas credenciais

Tal qual, o Massapeense.

Trajes, além do padrão

Em desfile, carro aberto

Guarani e Fascinação

Primas, com seios libertos.

Haviam também os sujos

No comando da gandaia

Políticos, ditos-cujos

Longos rabos de arraia.


Conexão com a violência

Paulo Roberto Cândido (Corresp. Mestre do Inst. Hélio Goés)

Mais um caso de violência contra a mulher traz o alerta de que, pode ser muito perigosa a conexão com redes sociais de relacionamentos. Desta feita, o fato lamentável aconteceu no interior de um apartamento na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Uma mulher de 55 anos permitiu o acesso de um rapaz de 27 ao seu lar, com o qual mantinha contatos pela internet, talvez, seduzida por um perfil virtual que não traduzia o real perfil humano do indivíduo. Resultado: uma madrugada aterrorizante de cruéis agressões que desfiguraram o rosto da vítima, que antes era apenas mais uma pretendente ao primeiro encontro físico, após vários encontros através da rede mundial de computadores.

Uma conexão direta com a violência à domicílio, que ressalta a importância da precaução que todos devemos ter, quando abrimos as portas das nossas casas à estranhos que nos pareciam tão familiares nas plataformas digitais.

Uma paisagista, infelizmente recebeu duros golpes, para que muitas outras mulheres não se deixem enganar pelas belas paisagens que andam circulando pelas redes sociais e que na verdade, podem ser um Link com a violência que nos surpreende e nos rouba a pacata solidão de estarmos bem sozinhos.

 

Apenas nos toleram

Bruno Alencar (Repórter Cuca)

Em muitos lugares o que espanta é como alguém pode ser tão homofóbico. Já aqui o que espanta é como alguém tem a coragem de tentar combater essa mesma homofobia. Os valores estão invertidos e nossas vidas já não vale nada. Enquanto alguns estão com medo de demonstrar amor, outros perderam a vergonha de disseminar o ódio.

O preconceito sempre existiu, é verdade, mas de maneira velada. Machucava, incomodava, mas não amedrontava... Agora está tudo claro, a sociedade mostrou as garras e descobrimos os monstros que ela esconde. São pessoas que a gente admirava e que elas apenas nos toleram, mas não nos aceitam de verdade. Já não é seguro ser livre.

Nunca foi.

 

A Fortaleza que me custa enxergar

Raiane Ribeiro

Num dos trajetos diários, observo Fortaleza pela janela de um ônibus. Olho o Centro da cidade e tento enxergá-lo de maneira diferente; me concentro e tento fingir que sou turista na minha cidade natal. Fugazmente, capto o novo, enquanto ele se mistura ao velho e ao mal cuidado.

Prédios recentes de arquitetura antiga fazem vizinhança para os que estão ali desde antes de eu existir. Fachadas desmoronando; fachadas pichadas com protestos ininteligíveis; fachadas sobrevivendo a nós, ao caos. Gente espalhada vendendo, comprando, olhando. Em lojas, barracas, improvisos. Todos tentam sobreviver. Ao mundo, ao capitalismo, a eles mesmos. Queria que fosse tarefa fácil.

Mais à frente, eu vejo gente cuja casa é a rua; de teto pura e unicamente o céu da capital. Por mais que eu me esforce para sair de mim e compreender a realidade alheia, não consigo imaginar a vulnerabilidade. Mulheres dormem no meio da rua, cobertas por um pedaço de lençol fino; deitadas diretamente no chão ou suportadas por colchões velhos ou papelão.

Não sei que vida é essa, quem elas são, o que pensam ou ainda esperam. Queria saber. Não sei como saber. Não quero invadir e explorar por pura curiosidade. Guardo os questionamentos com alguma esperança de que, um dia, eles não existam mais. Na esperança de que estas pessoas, ou as próximas por vir, não existam nestas condições.

Eu tento e tento mais um pouco.Tento sair de mim para enxergar Fortaleza por outros olhos. Talvez se eu estivesse na Beira Mar, acompanhada da praia, cercada por prédios altos e restaurantes chiques, eu conseguiria ver de uma maneira diferente. Talvez se eu estivesse no Parque do Cocó, na presença inédita e escassa de árvores, eu conseguiria sentir a cidade de outra maneira.

Tento ver para além de: esta é a rua onde fui seguida e sexualmente assediada; aqui é onde fui agredida e assaltada pela primeira vez. Aqui, no fim da minha avenida preferida, na avenida que tem sido sinônimo de casa desde que me mudei para cá, um colega de escola foi assassinado. É difícil me desentrelaçar dessa narrativa. Em Fortaleza, todas as minhas memórias estão manchadas pela violência.

 

Lentes da alma

Paulo Shangio

Não é a câmera que você tem.

É o olhar que te inspira.

Não é o figurino que você

veste.

É o quanto você toca' quem

te assiste.

Não é a foto que você posta.

É a emoção que realmente

habita em você.

Não é o restaurante caro.

É o tempero 'de casa'.

Não é o que dizem.

É no que você realmente

acredita.

A câmera otimiza.

O figurino

incrementa.

A foto contagia.

O restaurante tira da rotina...

O que dizem, pode

ser uma ideia...

Mas a sabedoria de

se livrar de algumas

amarras,

Pode nos deixar mais leves,

mais livres, e até mais

interessantes.

 

No cabo da enxada

 

 

Garcia Maciel

Quando eu era menino e tinha 9 anos ouvia o povo dizer com os adolescentes:

estuda se não vai pro cabo da enxada.

Rebaixar assim era demais, claro é bom estudar, mas toda alimentação vem da agricultura, que é considerada a mãe da humanidade.

O jovem pode limpar o mato do roçado pela manhã e estudar à tarde.

Estudo tem valor, é muito importante, porque além do jovem adquirir conhecimento, pode conquistar melhores empregos.

Não deixemos de valorizar os jovens que trabalham no cabo da enxada, eles tem muito valor. A agricultura familiar é de suma importância para o país.Se planta: ata, arroz, batata, caju, coco, coentro, cebola, feijão, goiaba, gergelim, jerimum, mamão milho, manga, maniva, pimenta, seriguela, tomate, e outros mais...

E como justificar que quem fica trabalhando no cabo da enxada?É ruim?, não tem dignidade?.Esses alimentos que vem da agricultura são caros, nos Supermercados das grandes e pequenas cidades.Como não valorizar o jovem que trabalha na agricultura?

Viva a agricultura familiar!


 

Traição

Francisco Emanuel Sousa Lima

Quanto de você está no medo de ser traído?

Companheiros, não gostamos de assumir que todo ser humano age errado.

Somos humanos quando damos ao pensamento ouvido, mas quem deve acreditar no fruto do imaginário?!

Desta forma, portanto, traição se concretiza quando vemos, de fato, algo acontecendo errado.

Quando tudo é suspeita e o ser humano acredita...

Podes crer que este humano deve ser acompanhado.

E temer a traição, na verdade é vaidade de quem trai, mas não aceita ser traído à vontade -Traidor também é quem acusa sem prova.

Digo isto estando à pele de cordeiro, um covarde que teme ser traído antes que o tempo acabe sem dar tempo de trair também.

Fruto do pensamento cabe mais na pele de trova-assusta o ser humano de bem...mas faz dele um traidor que nem uma traição seria capaz de o levar à lona.

Fora disso tudo é zona, mas que habita a cabeça do homem. E que todo homem deve ter cuidado.


Alci Sobreira Costa

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