Fornecedora avalia comercializar polêmico uniforme cancelado da Seleção
Empresa entende que talvez seja necessário vender o modelo criado para a pentacampeã mundial para recuperar dinheiro pelo estoque produzido
A Nike indica a possibilidade de comercializar o polêmico modelo uniforme vermelho que produziu para a Seleção Brasileira. Afinal, a fornecedora de material esportivo entende que haja a necessidade de uma recuperação financeira. Até porque a empresa chegou a ter gastos com os longos prazos de produção, além do estabelecimento de um estoque com milhares de unidades do modelo antes de haver a confirmação do cancelamento.
A empresa norte-americana acredita que a melhor alternativa seja lucrar um montante com as peças em vez de apenas destrui-las. A Nike considera uma oportunidade para torcedores da Seleção e colecionadores adquirirem uma vestimenta rara. No caso, uma camisa que chegou a ser produzida, mas que o time canarinho jamais utilizou em campo.
Vale relembrar que o cancelamento do modelo ocorreu depois de repercussão negativa. Ex-jogadores como Walter Casagrande, que atualmente ocupa a função de comentarista, além do narrador Galvão Bueno, reprovaram a escolha da camisa vermelha. Um levantamento promovido pela consultoria Quaest indicou 90% de reprovação dos torcedores. O estudo se refere às 24 milhões de interações nas redes sociais entre os dias 28 e 29 de abril, respectivamente.
Tamanha rejeição refletiu-se nos principais noticiários esportivos do país. Desde que o portal Footy Headlines sugeriu a substituição da camisa azul — tradicional segundo uniforme — por uma versão vermelha, o assunto não perdeu força.
Reação da CBF com repercussão de camisa da Seleção
Diante da viralização, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) emitiu nota oficial negando a veracidade das mídias vazadas nas redes sociais. “Não se tratam de imagens oficiais. Nem a CBF e nem a Nike divulgaram formalmente detalhes sobre a nova linha da Seleção”, afirmou a entidade.
O comunicado também destacou que os uniformes seguirão as diretrizes do estatuto da CBF, que exige a utilização das cores presentes na bandeira da entidade — amarelo e azul — em jogos oficiais. Apesar disso, reconheceu que há brechas para uso de camisas comemorativas com cores diferentes em ocasiões especiais, desde que aprovadas pela diretoria. Em junho de 2023, por exemplo, a Seleção entrou em campo com uniforme preto, como parte de uma campanha contra o racismo.
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