Dia Mundial do Orgulho Autista: clubes brasileiros realizam ações em prol da comunidade
Estádios oferecem espaços adequados, protetores auriculares e profissionais para auxiliar portadores do TEA
Nesta quarta-feira (18), acontece o Dia Mundial do Orgulho Autista. Aliás, a inclusão de pessoas da comunidade é algo cada vez mais frequente nos estádios brasileiros. Clubes como Palmeiras, Santos, Cuiabá, Fortaleza, Sport, Internacional, Juventude e Avaí promovem ações de inclusão.
Por conta do barulho gerado pelos torcedores, pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) podem sofrer grande incômodo nos palcos do principal esporte nacional. No entanto, diversos clubes têm desenvolvido salas sensoriais e levado atrações para que o público consiga assistir aos jogos com mais tranquilidade.
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Assim, além de adaptações dentro do próprio estádio, alguns clubes também fizeram campanhas para doações, além de ações sociais, divulgação de clínica para atendimento a autista.
Palmeiras e Santos
Em 2024, o Allianz Parque, do Palmeiras, inaugurou uma sala sensorial que acolhe portadores do TEA que desejam acompanhar o time do coração no estádio. Assim, o local conta com tratamento acústico, reduzindo o som externo em 40 decibéis. Além disso, possui equipamentos adaptados e profissionais capacitados para auxiliar os fãs. Aliás, a sala também recebe pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Transtorno do Desenvolvimento de Linguagem (TDL) e Síndrome de Down.
O Santos teve uma iniciativa em abril deste ano, após a partida contra o Bahia pelo Campeonato Brasileiro, onde fez um leilão as camisas autografadas usadas pelos jogadores. Dessa forma, os valores arrecadados foram doados para duas instituições que tratam sobre o autismo.
Além disso, visando abranger uma série de causas sociais importantes para a sociedade, o clube criou o projeto de responsabilidades sociais ‘Muito Além do Futebol’, que utiliza a imagem da instituição e de seus atletas para conscientizar a população sobre diversos temas, como inclusão, diversidade e equidade. O Peixe, portanto, possui um calendário anual de ações sociais, envolvendo o futebol profissional, Sereias da Vila e os Meninos da Vila.
Cuiabá, Fortaleza e Sport
Com a realização de parcerias com o governo do estado de Mato Grosso, o Cuiabá adotou medidas inclusivas. Com as ações promovidas pelo Dourado, diversas crianças portadoras de autismo conheceram a Arena Pantanal.
Por outro lado, o Fortaleza oferece abafadores de ruído para os torcedores diagnosticados com autismo, que devem ser solicitados até um dia antes do jogo.
Em parceria com o Instituto Somar, o Sport disponibiliza em sua sede social uma clínica para atendimento a autistas. Assim, com área de 1.800 metros quadrados, o espaço tem capacidade para até 100 atendimentos por dia.
Internacional, Juventude e Avaí
No Beira-Rio, o Internacional possui um time especializado para ajudar os torcedores que apresentam necessidades motoras ou cognitivas. Assim, local adaptado do Beira-Rio é uma tribuna com visão para o campo e conta com uma equipe especial. O ambiente é fechado, com ar-condicionado, equipado com abafadores e jogos sensoriais. Além disso, o Internacional conta com a Diretoria de Inclusão Social, que está dentro da Vice-Presidência de Relacionamento Social.
O Juventude oferece camarotes exclusivos para as famílias que possuem membros com autismo. Além disso, o Alviverde disponibiliza fones redutores de ruído e projetos para a comunidade, como a criação da torcida organizada exclusiva para autistas.
Já o Avaí promoveu uma ação na partida contra o Operário-PR, na Ressacada, em abril. Os jogadores entraram em campo com 22 crianças do TEA (Transtorno do Espectro Autista) e também com uma camisa personalizada, que continha os números em um formato de quebra-cabeça e um patch com a seguinte mensagem: “Informação Gera Empatia – Empatia Gera Respeito”. Após o jogo, as peças foram leiloadas e o dinheiro foi revertido para a AMA (Associação de Pais e Amigos de Autistas).
Além disso, o Estádio da Ressacada também abriga um camarote sensorial, direcionado para pessoas do espectro autista. O local, portanto, pode acomodar 20 torcedores e tem recursos como isolamento acústico, luzes indiretas e mobiliário adaptado.
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