Domingos Meirelles: jornalista volta à TV com programa sobre turismo
Domingos Meirelles, jornalista com uma longa trajetória na televisão brasileira e conhecido por ter apresentado programas como “Linha Direta”, na Globo, e “Repórter Record Investigação” retorna à TV aos 85 anos.
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Domingos Meirelles, jornalista com uma longa trajetória na televisão brasileira e conhecido por ter apresentado programas como “Linha Direta”, na Globo, e “Repórter Record Investigação” retorna à TV aos 85 anos.
O profissional passa a comandar uma nova atração na TV Serra Dourada, emissora afiliada do SBT em Goiânia, marcando mais um capítulo de sua carreira no jornalismo.
O programa, intitulado “Destino Brasil TV”, tem como foco a análise e a reflexão sobre o turismo no país, combinando informação, leitura de dados e abordagem jornalística.
A estreia ocorreu no dia 11 de janeiro de 2026, e a atração irá ao ar semanalmente, às 10h30. A primeira temporada prevê 52 episódios, cada um com 30 minutos de duração, formando um panorama abrangente sobre o turismo brasileiro ao longo do ano.

Domingos João Meirelles nasceu em 8 de maio de 1940 em uma família de imigrantes europeus que se estabeleceu no Brasil após a Revolução de 1930.
A carreira no jornalismo começou em 1965, após obter uma vaga de estagiário no jornal “Última Hora”. Em apenas seis meses, foi efetivado como repórter, permanecendo no veículo fundado por Samuel Wainer até 1968.
Em seguida, transferiu-se para a revista Quatro Rodas, da Editora Abril, onde realizou uma reportagem de grande impacto ao revelar irregularidades no Detran do Rio de Janeiro.
Essa reportagem rendeu a Meirelles o Prêmio ExxonMobil de Jornalismo e abriu caminho para um convite para integrar a equipe da revista Realidade, em São Paulo, onde atuou até 1972.
De volta ao Rio de Janeiro, ainda em 1972, teve uma breve passagem por O Jornal e, logo depois, ingressou no Jornal da Tarde. Nesse período, produziu uma extensa série de reportagens sobre os 50 anos da Coluna Prestes.
O material reunido durante essa apuração resultou no livro “As Noites das Grandes Fogueiras”, publicado somente em 1996 e vencedor do Prêmio Jabuti, consolidando também sua atuação como escritor.
Em 1975, Meirelles passou a integrar a equipe de O Globo, onde assinou reportagens marcantes, entre elas uma cobertura sobre o terremoto que atingiu a Guatemala em 1976. Também participou da criação da seção Plantão Globo, voltada ao registro de denúncias e reclamações de moradores de bairros do Rio de Janeiro.
No ano seguinte, transferiu-se para O Estado de S. Paulo, onde permaneceu por quase uma década como repórter especial, aprofundando sua atuação no jornalismo investigativo.
A estreia na televisão ocorreu em dezembro de 1985, quando foi convidado por Armando Nogueira, diretor da Central Globo de Jornalismo à época, para integrar o Jornal Nacional. Em pouco tempo, passou a produzir reportagens também para o Fantástico e para o Globo Repórter.
Em 1992, assinou uma reportagem exibida no Fantástico sobre o desaparecimento do pianista Tenório Júnior durante o golpe militar que derrubou Isabelita Perón, na Argentina.
O trabalho foi reconhecido com o Prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo e teve repercussões políticas, levando o governo argentino a indenizar famílias de brasileiros vítimas da ditadura naquele país.
Após passagens por SBT e Record, voltou à Globo em 2000, assumindo a apresentação do “Linha Direta”, substituindo Marcelo Rezende.
À frente do programa, ele se tornou uma das figuras mais reconhecidas do jornalismo investigativo na televisão brasileira. Em 2007, o programa foi finalista do Emmy Internacional, reconhecimento que se repetiria no ano seguinte.
Após um período afastado da televisão, retornou em 2014 à Record para apresentar o “Repórter Record Investigação”. Meirelles permaneceu na emissora até fevereiro de 2021.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Domingos Meirelles acumulou mais de 40 prêmios jornalísticos, entre eles três Prêmios Esso, quatro Prêmios Vladimir Herzog de Direitos Humanos e dois Prêmios Rei da Espanha de Televisão, feito inédito entre jornalistas brasileiros.