Pra quem não viu: lontras ‘enamoradas’ surgem um século após sumiço da espécie em Oregon
Duas lontras-marinhas foram avistadas recentemente na costa de Oregon, nos Estados Unidos. Há mais de um século esses animais não apareciam na região, pois a espécie foi vítima de caça desenfreada para o comércio de peles.
A observação das duas lontras, ocorreu em Ecola Point, na praia de Cannon, que é um ponto badalado que recebe muitos turistas.
A descoberta surpreendente foi festejada por biólogos da Elakha Alliance, formada por pesquisadores, comunidades costeiras e lideranças indígenas.
Eles acreditam que as duas lontras tenham chegado do estado de Washington, que fica ao norte, onde existe uma população da espécie com cerca de 2 mil indivíduos dessa espécie. Vieram e permaneceram juntas.
As lontras, entre outras características, fazem parte da lista de animais monogâmicos, que permanecem com um único parceiro durante toda a vida. São companheiras fiéis, mesmo em longas jornadas.
Além de sua fidelidade conjugal, as mães lontras demonstram notáveis habilidades maternas, cuidando de até duas crias a cada ano.
As lontras são mamíferos carnívoros da família dos mustelídeos, grupo que inclui furões e doninhas. Sua origem remonta a milhões de anos, com ancestrais adaptados à vida semiaquática.
Esses animais se destacam pelo corpo alongado, patas curtas e cauda forte e musculosa. A pelagem é densa e impermeável, fundamental para manter o calor em ambientes frios ou aquáticos.
As lontras vivem principalmente em rios, lagos, manguezais e áreas costeiras. Algumas espécies também habitam regiões marinhas, desde que haja água limpa e abundância de alimento.
Elas estão distribuídas em vários continentes, como América, Europa, Ásia e África. A presença da espécie costuma indicar boa qualidade ambiental do local.
A alimentação é baseada sobretudo em peixes, crustáceos e moluscos. Em alguns casos, também consomem anfíbios, aves pequenas e invertebrados aquáticos.
As lontras são conhecidas pela inteligência e comportamento curioso. Usam pedras como ferramentas para quebrar conchas, algo raro entre mamíferos não primatas.
O tempo de vida varia conforme a espécie e o ambiente. Na natureza, costumam viver entre 10 e 15 anos, enquanto em cativeiro podem ultrapassar 20 anos.
A reprodução ocorre, em geral, uma vez por ano. A fêmea dá à luz de um a três filhotes, que nascem cegos e dependem totalmente dos cuidados maternos.
Os filhotes permanecem com a mãe por vários meses, aprendendo a nadar e caçar. Esse período é essencial para o desenvolvimento das habilidades de sobrevivência.
Apesar de carismáticas, muitas espécies de lontra estão ameaçadas. Poluição da água, perda de habitat e caça ilegal são os principais riscos à sua sobrevivência.