5 dicas para manter a saúde do coração no verão
Especialista explica que cuidados diários e acompanhamento médico regular são importantes para reduzir riscos cardiovasculares na estação
As altas temperaturas exigem atenção redobrada à saúde do coração: no verão, o organismo trabalha mais para regular a temperatura corporal, o que pode aumentar a sobrecarga cardiovascular. Segundo o estudo “Heat exposure and cardiovascular health outcomes: a systematic review and meta-analysis”, publicado na revista científica The Lancet Planetary Health, o aumento das temperaturas está associado a maior risco de eventos cardiovasculares e de mortalidade por doenças do coração, sobretudo entre idosos e pessoas com comorbidades.
Luciana Neiva, cardiologista do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica, da Dasa (rede de saúde), destaca que a prevenção às altas temperaturas começa com hábitos diários, mas passa também pelo acompanhamento médico regular. Abaixo, confira algumas dicas para proteger o coração nesta época do ano:
1. Hidratação adequada reduz a sobrecarga do coração
Segundo Luciana Neiva, a hidratação é fundamental para manter o bom funcionamento dosistema cardiovascular, especialmente no calor. “A desidratação pode provocar queda de pressão, aumento da frequência cardíaca e maior esforço do coração. A orientação é beber água ao longo do dia, mesmo sem sede, principalmente em ambientes quentes ou durante atividades ao ar livre”, afirma.
2. Alimentação leve ajuda no controle da pressão e do colesterol
No verão, refeições pesadas e com excesso de gordura ou sal devem ser evitadas. “Uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e proteínas magras, contribui para o controle da pressão arterial e do colesterol, fatores diretamente ligados à saúde do coração”, explica a cardiologista.
3. Exercícios físicos e exames exigem atenção no verão
A prática regular de atividade física é essencial para a saúde cardiovascular, mas deve sempre ser precedida de avaliação médica, além de ajustada à estação. Evitar os horários mais quentes do dia, usar roupas leves e manter boa hidratação são cuidados básicos. “Sintomas como tontura, palpitação, mal-estar ou falta de ar durante o exercício indicam que a atividade deve ser interrompida e avaliada por um profissional de saúde”, alerta Luciana Neiva.
Segundo a cardiologista, o verão também é um período oportuno para avaliar a saúde do coração por meio de exames. “Avaliações laboratoriais como colesterol total e frações, triglicérides, glicemia e avaliação da função renal ajudam a identificar fatores de risco cardiovasculares de forma precoce”, afirma.
Ela destaca ainda a importância dos exames cardiológicos de rotina. “Oeletrocardiograma é um exame básico para avaliar o ritmo cardíaco. O ecocardiograma permite analisar a estrutura e o funcionamento do coração, enquanto o teste ergométrico ajuda a avaliar a resposta do sistema cardiovascular ao esforço físico”, explica.
4. Acompanhamento médico regular é indispensável
É por meio das consultas periódicas que é possível avaliar os resultados dos exames, monitorar a evolução dos fatores de risco e ajustar as orientações para o paciente, especialmente em períodos de maior exigência para o organismo, como o verão. Segundo Luciana Neiva, esse cuidado contínuo contribui para a prevenção de complicações e para o controle adequado da pressão arterial, do colesterol e da glicemia ao longo do tempo.
Idosos, pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou em uso contínuo de medicamentos devem manter acompanhamento médico mais frequente. O calor pode potencializar alterações já existentes, e os exames realizados de forma recorrente permitem ajustes precoces no cuidado e no tratamento.
5. Grupos de risco merecem atenção redobrada
Idosos, pessoas com hipertensão, diabetes, colesterol elevado, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou em uso contínuo de medicamentos devem manter acompanhamento médico mais frequente. O calor pode potencializar alterações já existentes, e os exames realizados de forma recorrente permitem ajustes precoces no cuidado e no tratamento.
Por Bruno Camargos