Veja cuidados importantes ao tomar chá para dor no estômago

Nutricionista explica como consumir essa bebida da maneira correta e sem prejudicar a saúde

O consumo de chá no Brasil faz parte do dia a dia de muitas pessoas, sendo um costume herdado de culturas quilombolas e indígenas. Inclusive, ao sentir alguma dor ou desconforto estomacal, é um hábito comum recorrer ao uso de ervas medicinais para aliviar esses sintomas. Mas, mesmo que sejam naturais, é necessário tomar essas bebidas de forma equilibrada, bem como evitar o excesso. 

“Existem vários chás que podem ajudar a aliviar a dor de estômago devido às suas propriedades calmantes e anti-inflamatórias. No entanto, é importante ressaltar que cada pessoa pode reagir de maneira diferente aos remédios naturais e, se a dor persistir ou piorar, é aconselhável procurar orientação médica”, explica Ariane Braz A. C. Brasil, nutricionista do Hospital Edmundo Vasconcelos.

É + que streaming. É arte, cultura e história.

+ filmes, séries e documentários

+ reportagens interativas

+ colunistas exclusivos

Tipos de chás para dor no estômago

Entre alguns dos chás indicados para as dores de estômago, estão aqueles feitos com:

  • Hortelã: ajuda a aliviar espasmos musculares no trato gastrointestinal e a promover a digestão;
  • Camomila: tem propriedades anti-inflamatórias e relaxantes musculares;
  • Gengibre: ajuda a aliviar náuseas e a reduzir a inflamação no estômago;
  • Erva-doce: ajuda a relaxar os músculos do trato digestivo;
  • Boldo: voltado para aliviar desconfortos estomacais;
  • Alcaçuz: pode acalmar o revestimento do estômago.
O uso de chás deve ser feito com cautela devido aos efeitos colaterais (Imagem: Gladskikh Tatiana | Shutterstock)

Efeitos colaterais dos chás

A nutricionista detalha que o consumo diário dos chás pode ser seguro para muitas pessoas, especialmente quando usados como parte de uma dieta equilibrada. “É importante ter em mente que cada pessoa é única e que as reações individuais podem variar. O recomendado é o consumo moderado para a maioria das ervas. É preciso não exagerar na quantidade, pois algumas substâncias presentes nas plantas podem ter efeitos colaterais em grandes quantidades”, afirma.

Esses efeitos colaterais podem se dar em relação a algumas condições de saúde específicas, como:

  • Alergia a uma planta específica (como plantas da família Asteraceae presentes nos chás de camomila);
  • Condições gastrointestinais, como úlceras estomacais, refluxo ácido ou síndrome do intestino irritável, já que algumas plantas podem agravar essas condições;
  • Problemas hepáticos;
  • Ervas que podem interagir com medicamentos, reduzindo ou aumentando os efeitos;
  • Problemas renais, especialmente em caso de chás com substâncias que podem impactar os rins (como o alcaçuz, que pode afetar os níveis de potássio, e o gengibre, que pode influenciar a função renal).

Outro cuidado necessário diz respeito às grávidas e lactantes. “Elas devem ter precauções especiais ao considerarem o consumo de chás de ervas, incluindo aqueles para dores na barriga. Algumas ervas podem ter efeitos que afetam a gravidez, a amamentação ou o desenvolvimento do feto, então é preciso ter moderação. Esses são os casos dos chás de camomila, hortelã-pimenta e gengibre, por exemplo”, ressalta Ariane Braz A. C. Brasil.

Outras formas de aliviar dor no estômago 

Além dos chás, outros alimentos também podem ser adequados para o alívio dos sintomas das dores de estômago, como banana, arroz branco, biscoitos água e sal, torradas, maçã, sopa de legumes, frango cozido ou grelhado e iogurte natural. Nesses momentos, também se deve evitar frituras e alimentos gordurosos, pimenta, bebidas e alimentos com cafeína e álcool.

Outras medidas naturais se mostram eficazes. Entre elas, estão a realização de refeições menores e mais frequentes ao longo do dia; o hábito de comer devagar e mastigar bem os alimentos; identificar e evitar alimentos que possam desencadear ou piorar as dores, como alimentos picantes, fritos, gordurosos, ácidos, cafeinados e produtos lácteos integrais; manter-se bem hidratado; deitar-se de 2 a 3 horas após a realização da última refeição; manter um peso saudável; e evitar o álcool e o tabaco.

“Lembre-se de que essas estratégias podem ser úteis para desconfortos leves e temporários, mas, se a dor persistir ou for grave, é importante procurar orientação médica, especialmente se os sintomas forem acompanhados por outros sinais”, finaliza.

Por Renan Araujo

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente

Tags

Saúde & Bem-estar alimentação bem-estar edicase saúde

Os cookies nos ajudam a administrar este site. Ao usar nosso site, você concorda com nosso uso de cookies. Política de privacidade

Aceitar