Lula aposta em nome de confiança do PT da Bahia para Ministério da Justiça
Agência BBC

Lula aposta em nome de confiança do PT da Bahia para Ministério da Justiça

Nome de confiança do PT baiano, chegou a assumir pasta por poucos dias no governo Dilma Rousseff

O novo ministro Wellington César Lima e Silva, à direita de Lula
Ricardo Stuckert/PR
O novo ministro Wellington César Lima e Silva, à direita de Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu nesta terça-feira (13/1) o advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Ele substitui Ricardo Lewandowski, que deixou a função após menos de um ano no cargo, por motivos pessoais e familiares.

Nome de confiança do PT da Bahia, Lima e Silva chegou a ser ministro da Justiça por poucos dias em 2016, no final do governo Dilma Rousseff (PT).

Desistiu do cargo, porém, após o Supremo Tribunal Federal estabelecer que ele só poderia assumir a função se deixasse a carreira de promotor no Ministério Público (MP) da Bahia.

Agora, já aposentado pelo MP, ele assume o ministério em um ano de eleição presidencial, quando o tema da segurança pública deve ganhar destaque, segundo analistas políticos.

Lula cogitou desmembrar a pasta em duas, criando o Ministério da Segurança Pública, uma promessa de sua última campanha, mas a ideia parece ter sido adiada para um eventual novo mandato, caso conquiste a reeleição.

O presidente chegou a dizer em dezembro que faria isso se o Congresso aprovasse a PEC da Segurança Pública, uma proposta de emenda constitucional que amplia a atuação da União na área. No entanto, a proposta está parada no Legislativo.

Nascido em Salvador (BA), Lima e Silva tem 60 anos e se formou em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Segundo nota do Palácio do Planalto, possui "mestrado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Cândido Mendes/RJ e integralizou os créditos do Doutorado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Pablo de Olavide (Sevilha/Espanha), tendo atuado como professor de Direito Penal em cursos de Graduação e Pós-Graduação".

Ingressou por concurso no Ministério Público da Bahia em 1991. Lá, atuou nas comarcas de Itagimirim, Tucano e Feira de Santana, até ser transferido para Salvador em 1995.

Depois, foi procurador-geral de Justiça da Bahia, nomeado pelo então governador do Estado, Jaques Wagner (PT), hoje senador e líder do governo Lula no Senado.

Antes de se tornar advogado-geral da Petrobras, o futuro ministro chefiou a Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, cargo que dá proximidade com o presidente da República.

Ele atuou na função por um ano e meio, auxiliando Lula na avaliação de atos presidenciais e na interlocução com órgãos do Judiciário e do Executivo.

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