Jade diz não ser prioridade no MDB e avalia mudar de partido para disputar em 2026

Vice-governadora afirmou que, por conta do partido sinalizar que não a tem como prioridade, ela deve "entender o recado"

19:20 | Jan. 26, 2026

Por: Mariana Lopes
Jade Romero, vice-governadora, em participação no Jogo Político no OPOVO (foto: FCO FONTENELE/ O POVO)

A vice-governadora do Ceará, Jade Romero (MDB), afirmou que não descarta a possibilidade de deixar o MDB para as eleições de 2026, diante do posicionamento do partido em relação à formação da chapa majoritária no Estado.

Segundo ela, o MDB sinalizou que a prioridade da legenda para 2026 é a disputa por uma vaga ao Senado Federal, e não a manutenção da vice-governadoria. “Eu não descarto essa possibilidade porque, quando o partido sinaliza que a prioridade não sou eu, eu também devo entender o recado e saber também que tenho que pensar qual será a minha prioridade: se é permanecer na chapa, talvez sim por outro partido”, disse.

Romero foi a convidada do programa Jogo Político desta segunda-feira, 26. Ela destacou ainda que a atual composição do governo de Elmano de Freitas (PT) permite construir uma frente ampla para 2026, abrindo espaço para rearranjos partidários sem ruptura dentro do grupo político.

“O MDB não vai ter dois espaços na chapa majoritária, por óbvio. O partido também tem se posicionado que sua prioridade seria uma vaga ao Senado, que, no caso, não seria para mim”, disse a política. “Então, fica muito claro para mim que dentro desse grupo é possível se construir alianças com uma frente ampla que temos no governo hoje para, talvez, permanecer na chapa por outro partido”, acrescentou Jade.

Confira a entrevista completa:

Nesse cenário, o nome indicado pelo partido seria o do deputado federal licenciado Eunício Oliveira (MDB). Ela acrescentou que o MDB “é um importante partido que compõe e que permanecerá dentro dessa aliança”, mas ressaltou que não é a única sigla da base governista.

Ao final, a vice-governadora reforçou que avalia alternativas na base aliada para seguir no projeto eleitoral do grupo governista, inclusive admitindo que recebeu propostas de outros partidos para disputar 2026.

“Recebi vários convites, vários partidos têm me procurado. Mas, obviamente, que quero tomar essa decisão, fazer essa construção, conversando com todo mundo, sem nenhuma fratura, sem nenhuma dificuldade, mas sempre, obviamente, entendendo que se eu não sou prioridade de um local, talvez eu não precise estar nesse local”.

Apesar de expressar o desejo de continuar na vice-governadoria, Jade afirma que, se for necessário, estará trabalhando para a pré-candidatura à deputada federal.

“Minha vontade pessoal era de poder permanecer, por acreditar no projeto, acreditar nas entregas também que ainda temos por fazer e em tudo que foi construído nesses três anos. Mas eu sou de grupo, assim como foi um grupo que me trouxe (...) Então também sou de grupo e se for necessário, eu tenho, inclusive, trabalhado no sentido de uma pré-candidatura à deputada federal”, afirmou a vice-governadora.

Mulheres na chapa majoritária

Jade Romero também defendeu que a presença feminina na chapa majoritária seja mantida nas eleições de 2026, independentemente de seu nome integrar ou não a composição.

“O Elmano era o único que tinha uma vice-governadora mulher e vencemos as eleições em 1º turno. Então, eu não só defendo como acho que o grupo, mesmo não sendo eu a concorrer a vice, deve buscar sim uma mulher, até porque temos muitas mulheres preparadas, com perfil para poder estarem dentro dessa chapa majoritária”, destacou a vice-governadora.

Romero menciona que, até o momento, apenas dois nomes femininos são citados de forma mais recorrente no cenário eleitoral: o da deputada federal Luizianne Lins (PT) e o da vereadora Priscila Costa (PL), ambas como pré-candidatas ao Senado Federal. Para Jade, esse quadro evidencia que a participação feminina ainda aparece pontualmente no processo de construção das candidaturas.

“Inclusive, acho que um ponto também para ser pensado na chapa dos dois lados, tanto de situação como oposição, surgiram só dois nomes de mulheres, muito pontualmente, que foi da deputada Luizianne Lins e da vereadora Priscila Costa. Então a gente vê também que ainda existe um espaço aí para ser ampliado dessa participação feminina”, acrescentou.

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