Ciro diz que críticas de Ivo a governistas são "gesto de dignidade" do irmão
Ex-ministro nega que posicionamento de Ivo tenha sido fruto de conversas prévias entre eles
19:54 | Jan. 16, 2026
O ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes (PSDB) afirmou, nesta sexta-feira, 16, que o posicionamento político e as falas recentes de seu irmão, o ex-prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PSB), foi um “gesto de dignidade”.
Ciro enfatiza que as críticas de Ivo em relação a lideranças governistas, como o ministro da Educação Camilo Santana (PT), e o secretário da Casa Civil do governo Elmano, Chagas Vieira, não tem relação com as afinidades ou diferenças pessoais entre os dois irmãos.
“Tem nada a ver comigo (sic), nem com nossas diferenças ou afinidades. Tem a ver com o fato de que o Camilo Santana está confraternizando com a oposição ao Ivo em Sobral”, afirmou o ex-ministro.
De acordo com Ciro, as falas de Ivo não foram resultados de conversas prévias entre os irmãos sobre a política estadual ou o governo. "Uma das formas de confraternizar é apoiar uma coisa de suborno de vereadores para desaprovar as contas do Ivo que foram aprovados no Tribunal de Contas. A ditadura no Ceará no que tem de corrupta, está passando de qualquer limite. O Ivo reagiu porque isso é um elemento da dignidade que eu conheço que ele. Tem nada a ver comigo, nem com política sobre o Estado, nem com o governo, nem nada, nem muito menos conversando sobre nada", disse.
O ex-prefeito de Sobral participou de uma série de programas de TV e podcasts no município na última semana. Ivo afirmou que, com a aproximação de Elmano com o deputado Moses Rodrigues e Oscar Rodrigues, prefeito de Sobral, ambos do União Brasil, não considera ter nenhum compromisso com o Governo do Estado.
Ivo ainda adicionou que ainda não é oposição ao governador Elmano de Freitas (PT), mas que pode vir a ser. O Ferreira Gomes afirmou que, independentemente do alinhamento dos irmãos, não será visto “encangado” nem com Capitão Wagner e nem com o deputado Moses Rodrigues, ambos do União Brasil; este último de grupo político rival ao dele.
Ainda durante a sequência de entrevistas concedidas em Sobral, o ex-prefeito atribuiu a Roberto Cláudio (na época no PDT e atualmente no União Brasil), ex-prefeito de Fortaleza, a responsabilidade pela crise política de 2022, que culminou em um racha entre PDT e PT no Ceará e, posteriormente, no afastamento entre os irmãos Cid e Ciro Gomes.