Alexandre Frota deixa equipe de transição de Lula e diz que foi alvo de preconceito

Parlamentar foi convidado para compor a equipe de Cultura

11:14 | Nov. 25, 2022

Alexandre Frota, ex-deputado federal (foto: Agência Brasil)

O deputado federal Alexandre Frota (Pros) anunciou nesta quinta-feira, 24, que vai declinar do convite à vaga na Cultura na equipe de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O deputado foi convidado a integrar a equipe pelo vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição Geraldo Alckmin (PSB).

Pelas redes sociais, o parlamentar alegou ter sido vítima de preconceito. Frota compartilhou que recebeu ataques covardes e preconceituosos e afirmou que "não quer problemas".

Fala pessoal,tenho visto os ataques covardes e preconceituosos que eu tenho recebido por ter sido convidado para a transição na Cultura,ataques inclusive a minha família vem de uma ala da esquerda sapatênis do Leblon. O Preconceito está na Transição que fala em um País Plural

— Frota 77 (@77_frota) November 24, 2022

Membros da classe artística, por exemplo, reagiram negativamente à indicação do deputado para a vaga. O artista José de Abreu, um dos principais apoiadores de Lula, criticou a escolha e questionou qual a contribuição do parlamentar à cultura brasileira.

O ator Pedro Cardoso fez publicação concordando com o colega e também criticou Frota, afirmando que não acredita na "mudança de lado" do deputado.

Nas eleições de 2018, o parlamentar apoiou a candidatura do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e era filiado ao PSL.

 

Em entrevista ao Metrópoles, o deputado disse que decidiu negar o convite para não "tumultuar a vida de Lula e nem as escolhas da esquerda para a transição". Sobre as críticas, ele afirmou que a ala radical da esquerda poderá contribuir para o retorno de Bolsonaro à Presidência.

"Estão me atacando de maneira covarde mas eu não me incomodo com a pressão, mas estão atacando meus filhos e esposa. Que é isso? Passei todos esses anos na cultura, defendendo as pautas culturais. Tenho vários projetos, sou coautor da Lei Aldir Blanc e da Lei Paulo Gustavo. Estive lá, sempre ajudando. Todas as vezes em que fui chamado para defender a cultura, eu estava lá, votando por eles, criando projetos, discutindo e defendendo em plenário".