Mario Frias critica lei Paulo Gustavo: "Governo vai virar caixa eletrônico"

Segundo ele, "o governo vai virar um caixa eletrônico compulsório" caso o projeto seja aprovado. A caminho de votação no Senado, o projeto de lei é de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA) e leva o nome do ator morto em maio deste ano

22:36 | Jun. 24, 2021

Por: Mateus Brisa
Secretário de cultura, Mario Frias (foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O secretário especial de Cultura, Mario Frias, criticou nesta quinta-feira, 24, o projeto de lei Paulo Gustavo, que almeja investir R$ 4,3 bilhões do orçamento federal nos setores cultural e audiovisual. Segundo ele, “o governo vai virar um caixa eletrônico compulsório” caso o projeto seja aprovado. Declaração foi dada durante entrevista ao programa “Opinião no Ar”, da emissora RedeTV!

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Para o político, a lei serve como “palanque político ideológico” e é uma “alternativa para continuar usando dinheiro público sem nenhum tipo de critério ou desenvolvimento de política pública”. A caminho de votação no Senado, o projeto de lei é de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA) e pretende destravar parte dos recursos do Fundo Nacional da Cultura e do Fundo Setorial do Audiovisual.

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Frias completou um ano à frente da secretaria de Cultura nessa quarta-feira, 23. Ele destacou que sua gestão está “preocupada em descentralizar os recursos”. Por isso, a aprovação da lei Paulo Gustavo iria impossibilitar o envolvimento da pasta na definição de políticas públicas. A lei leva o nome do ator morto em maio deste ano por complicações da Covid-19.