Incêndio na sucata Chico Alves foi causado por bomba rasga lata, diz Pefoce
Informação foi divulgada pela Perícia Forense do Estado após conclusão do laudo pericial; investigação descartou vídeo que circulou à época e estava sendo relacionado ao incêndio
12:08 | Jan. 20, 2026
O incêndio da sucata Chico Alves, que aconteceu no dia 24 de dezembro passado, em Fortaleza, foi causado por uma bomba rasga-lata. A informação foi divulgada pela Perícia Forense do Ceará (Pefoce) nesta terça-feira, 20, após a conclusão do laudo pericial.
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Segundo a pasta, vestígios observados no local, bem como características dos materiais atingidos e a dinâmica do evento, indicam que o sinistro foi iniciado pelo contato entre uma fonte térmica externa, identificada pela Pefoce como uma bomba rasga-lata, e materiais inflamáveis dentro da sucata.
As investigações eram conduzidas há mais de duas semanas, com uso de drones para fazer análise técnica do local.
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O laudo foi enviado para a Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE), que conduz as investigações sobre a ocorrência. Oitivas e diligências seguem em andamento para apurar as circunstâncias do incêndio, bem como capturar possíveis envolvidos com a situação.
O vídeo de um incêndio no bairro Jacarecanga, que chegou a ser vinculado ao incidente pelas redes sociais, foi descartado pela Polícia durante as investigações.
Moradores no entorno tiveram perdas causadas pelo incêndio
O incêndio não deixou nenhuma vítima fatal, entretanto, levou a perdas materiais para diversos moradores no entorno da sucata. Ao todo, oito imóveis sofreram danos estruturais e precisaram ser interditados já na noite da véspera de Natal, quando o sinistro aconteceu.
O POVO esteve no local durante o início deste ano e conversou com os moradores, que além das perdas, pontuaram também uma grande dificuldade de entrar em contato com o proprietário dos imóveis onde vivem, o próprio Chico Alves, para negociar os custos dos reparos.
Durante a visita, a reportagem conversou extraoficialmente com Chico Alves, que relatou a dor de perder os objetos de sua falecida esposa, os quais garantiu guardar com a maior estima do mundo, entre eles roupas, relógios e sapatos.
Na oportunidade, a equipe do O POVO tentou entrevistar oficialmente com o proprietário sobre os danos da sucata e dos imóveis ao redor, mas foi impedida pela família, que afirmou não querer se pronunciar antes da conclusão do laudo da Pefoce.
Combate ao incêndio durou 76 horas
Os trabalhos para contenção e rescaldo das chamas na sucata duraram 76 horas. Iniciado na noite de 24 de dezembro, o incêndio foi totalmente debelado apenas no domingo, 28.
Ao todo, foram empregados 600 mil litros de água na ação, com o uso combinado de viaturas-tanque, Auto Bomba Tanque (ABTs), Auto Escada Mecânica e apoio de carros-pipa da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). Cerca de 70 bombeiros militares e 23 viaturas do CBMCE atuaram na operação
Dois bombeiros militares e dois civis tiveram ferimentos durante o sinistro, mas sem nenhuma evolução para quadros graves.
Além do CBMCE, a Polícia Militar do Ceará (PMCE), Defesa Civil de Fortaleza, Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Fortaleza, atuaram na operação