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Mais de mil aves são envenenadas e queimadas em sítio em Iguatu, diz Ibama

Flagrante nesta terça-feira após denúncias na localidade entre Iguatu e Quixelô. A proprietária do sítio assumiu o crime e foi autuada pelo Ibama.

17:33 | 15/08/2012
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Uma denúncia levou fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a um sítio onde pássaros estavam sendo queimados em Iguatu, na região Centro Sul do Estado. O flagrante ocorreu na manhã desta terça-feira, 14, no sítito Cavaco, que fica entre Iguatu e Quixelô.

Segundo o chefe do escritório do Ibama na região, Fábio Bandeira, foram encontradas 350 aves mortas e outra quantidade queimada. “Não conseguimos precisar o número total, mas acreditamos que ultrapasse 1.000 animais.”, afirma. A proprietária do sítio assumiu a autoria do crime ambiental e foi autuada em flagrante.

Em depoimento ao Ibama, a dona do sítio revelou que o veneno era colocado em uma isca próximo à plantação de arroz para atrair os animais que, segundo ela, prejudicava a lavoura. “O veneno era tão forte que os pássaros sequer conseguiam voar e morriam no local”, destaca o chefe regional do Ibama. Entre as espécies mortas identificadas, estão o galo de campina, casaca de couro, pássaro preto, rolinha e o canário.

O Ibama informou ao O POVO Online que o processo vai ser encaminhado ao fórum de Iguatu ainda nesta semana. A proprietária do sítio deve responder por crime ambiental e pode pegar pena que varia de seis a doze 12 meses de prisão, além do pagamento de multa, no valor de R$ 500,00 por pássaro morto.

Elias Bruno

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