Vale-refeição cobriu apenas 13 dias úteis no Ceará, diz levantamento

Cobertura ainda é maior que a média no Brasil, calculada em somente dez dias, em levantamento feito sobre o benefício ao longo do ano passado

09:42 | Jan. 13, 2026

Por: Armando de Oliveira Lima
O gasto médio mensal dos empregados no Estado chega a R$ 31,62 por transação, o que implica um total de R$ 420,25 (foto: Vitor Vasconcelos / Secom-PR)

Alvo recente de mudanças na operação do benefício, o vale-refeição se mostrou insuficiente para atender as necessidades dos trabalhadores do Ceará em 2025, segundo indica um estudo feito nacionalmente. Isso porque o valor médio de R$ 503,11 pago pelas empresas consegue cobrir apenas 13 dias úteis do mês.

Na prática, o gasto médio mensal dos empregados no Estado chega a R$ 31,62 por transação, implicando total de R$ 420,25. No ambiente digital, o valor salta para R$ 50,53.

O canal de compra, no entanto, não interfere no prazo máximo de duração do benefício, segundo o estudo.

Ou seja, o trabalhador se adapta e quando se gasta mais em um dia, se compra menos nos demais. O comportamento indica uma adaptação dos hábitos, segundo a Pluxee, empresa global especializada em benefícios e engajamento de colaboradores e responsável pelo levantamento.

“Os dados reforçam a necessidade de que as empresas estejam atentas ao cenário econômico, aos hábitos de consumo e às novas expectativas dos profissionais para oferecer benefícios alinhados à realidade atual e capazes de fortalecer vínculos mais sustentáveis e duradouros”, afirma Antônio Alberto Aguiar (Tombé), diretor executivo de Estabelecimentos da Pluxee.

Média nacional ainda menor

A cobertura identificada no Ceará, no entanto, ainda é superior à média nacional, segundo a empresa. No Brasil, o valor do vale-refeição foi suficiente para apenas dez dias no ano passado. Igual quantidade de dias observada em 2024.

“Entre os usuários da Pluxee, o gasto médio por transação foi de R$ 42,81, totalizando um desembolso de cerca de R$ 568,52 mensais em 2025, indicando um esforço consciente para esticar o saldo mensal — seja reduzindo a frequência das refeições fora de casa ou optando por opções mais acessíveis”, acrescenta a nota.

O comportamento dos usuários indica um controle de gastos, a partir da fidelidade em estabelecimentos de preços mais acessíveis ou praticidade no dia a dia, uma vez que 49% deles utilizaram o benefício em apenas três estabelecimentos ao longo do mês, e 24% concentraram seu uso em até seis locais.

“Mais do que um apoio financeiro, o vale-refeição é um símbolo concreto de cuidado e valorização por parte das empresas. Em um contexto marcado por alta rotatividade, diferentes gerações no ambiente de trabalho e maior foco no bem-estar, garantir a efetividade desse benefício é fundamental para engajar os colaboradores de forma genuína”, acrescenta Tombé.

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