KPMG: mercados de alto crescimento desaceleram fusões
"Os últimos números mostram que a desaceleração em fusões e aquisições não é só um problema dos mercados maduros, mas afeta também mercados de alto crescimento. China e Japão são muito ativos em negócios realizados no exterior, e o Brasil é um alvo de aquisições favorecido, mas estes representam pontos fora da curva em um ambiente cada vez mais difícil", afirma em comunicado David Simpson, líder global de fusões e aquisições da KPMG.
Os números de negócios que a consultoria classifica como "H2H", ou seja, de mercados de alto crescimento realizados nessas localidades, caíram de 134 para 115 operações, enquanto o número de aquisições feitas por empresas de mercados desenvolvidos em países de alto crescimento ("D2H") atingiu 68%, o nível mais baixo desde 2005. Já os negócios de mercados de alto crescimento realizados em mercados desenvolvidos ("H2D") permaneceram em 20%, nível equivalente ao de 2006.
O volume de negócios do tipo "D2H" no Brasil chegou a 81 operações, um avanço de 59% sobre os seis meses anteriores, ao mesmo tempo em que houve somente duas aquisições brasileiras em mercados desenvolvidos ("H2D") no mesmo período, o número mais baixo desde 2006.
O estudo aponta também que os negociadores mais ativos são os norte-americanos, que responderam por 16% de todos os negócios em países de alto crescimento ("D2H"). O Reino Unido registrou queda de 72 para 51 no volume de negócios desse tipo no exterior.