Sonda da Nasa que ‘tocou’ o Sol pode quebrar recorde na véspera de Natal
A missão pretende superar os próprios feitos e chegar o mais próximo do astro-rei do que qualquer espaçonave; entenda função da sonda que já ‘tocou’ o Sol
14:52 | Dez. 23, 2024
A sonda solar Parker já havia alcançado um feito inédito em 2021: voar pela atmosfera superior do Sol, a corona, tornando-se a primeira espaçonave a “tocar” o astro-rei. Agora, uma missão da agência espacial Nasa deve superar o próprio recorde nesta terça-feira, 24, véspera de Natal.
Lançada em 2018, a sonda iniciou uma jornada visando apresentar à humanidade a “primeira amostra da atmosfera de uma estrela”.
Em 24 de dezembro, ela deve embarcar em mais um sobrevoo recorde, aproximando-se a 6,1 milhões de quilômetros da superfície ardente da estrela.
De acordo com a Nasa, a espaçonave foi “projetada para mergulhar a cerca de 6,5 milhões de quilômetros da superfície do Sol para rastrear o fluxo de energia, estudar o aquecimento da coroa solar e explorar o que acelera o vento solar”.
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Sonda que ‘tocou’ o Sol pode quebrar o próprio recorde: entenda
Em nota compartilhada à imprensa, a agência espacial informou que, durante a aproximação mais próxima, ou periélio, “as operações da missão estarão fora de contato com a espaçonave”. A Parker transmitirá um sinal na sexta-feira, 27, para confirmar seu estado, seguindo o sobrevoo.
“Nenhum objeto feito pelo homem já passou tão perto de uma estrela, então a Parker realmente retornará dados de um território desconhecido”, disse Nick Pinkine, gerente de operações da missão Sonda Solar Parker. “Estamos animados para ouvir o retorno da espaçonave quando ela girar de volta ao redor do Sol”.
Na última sexta-feira, 20, a sonda da Nasa estava em boas condições e operando normalmente. A aproximação está programada para às 8h53min (horário de Brasília) da véspera de Natal.
Em 30 de setembro, a espaçonave completou sua 21ª aproximação do Sol, igualando seu próprio recorde de distância ao chegar a cerca de 7,26 milhões de quilômetros da superfície solar.
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A sonda solar Parker recebeu o seu nome em homenagem ao professor Eugene N. Parker, um pioneiro em relação à compreensão moderna do Sol. Na década de 1950, na Universidade de Chicago, Parker desenvolveu uma teoria matemática capaz de prever o vento solar.
Segundo a Nasa, a sonda “tem quatro conjuntos de instrumentos projetados para estudar campos magnéticos, plasma e partículas energéticas, além de obter imagens do vento solar”. Ela pode sobreviver às condições adversas do Sol devido aos avanços em engenharia térmica.
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