Nasa alerta para tempestade solar após explosões solares; entenda
Explosão registrada pela Nasa lança material solar em direção ao planeta e pode provocar auroras e falhas pontuais de comunicação; entenda o que são erupções solares e por que elas acontecem
14:48 | Fev. 04, 2026
Após uma sequência incomum de explosões solares de grande porte, a Nasa emitiu um alerta para a chegada de uma tempestade solar à Terra nos próximos dias.
O fenômeno é consequência de uma megaerupção registrada no Sol, que lançou material energético em direção ao planeta e pode provocar efeitos pontuais entre quinta-feira, 5, e sexta-feira, 6, de fevereiro.
Segundo especialistas, apesar da intensidade das erupções observadas, os impactos previstos para a Terra devem ser fracos. Ainda assim, o evento chama a atenção pela frequência elevada de explosões de classe X em um intervalo curto de tempo.
Cinco erupções solares intensas em menos de três dias
Satélites da Nasa identificaram ao menos cinco erupções solares de grande porte desde o último domingo, 1º. Todas as explosões partiram da mesma região ativa do Sol, conhecida como AR 4366, e pertencem à classe X, considerada a mais intensa da escala utilizada para classificar esses fenômenos.
A sequência começou com uma erupção classificada como X1.0, seguida por uma explosão extremamente potente de classe X8.1.
Na sequência, foram registradas erupções X2.8, X1.6 e, nesta terça-feira, 3, uma nova explosão de classe X1.5, confirmando a atividade intensa da região solar.
Explosão lançou material solar em direção à Terra
De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a erupção de classe X8.1, a mais forte entre as registradas, provocou a ejeção de material solar em direção ao planeta.
Esse material deve alcançar a Terra entre quinta-feira, 5, e sexta-feira, 6. Apesar da força da explosão, os órgãos de monitoramento indicam que os efeitos esperados são de baixa intensidade, sem previsão de grandes danos.
Possíveis impactos incluem falhas de comunicação e auroras
Mesmo com impacto considerado leve, a Nasa alerta que erupções solares podem afetar temporariamente comunicações de rádio, redes elétricas e sinais de navegação por satélite. Além disso, esse tipo de evento representa risco para astronautas em missão espacial.
Outro efeito esperado é o surgimento de auroras boreais mais intensas, especialmente em regiões próximas aos polos, resultado da interação das partículas solares com o campo magnético da Terra.
Mancha solar AR 4366 chama atenção pelo tamanho e atividade
Segundo a Nasa, a mancha solar AR 4366 tem cerca de dez vezes o tamanho da Terra e permanece altamente ativa.
Desde que surgiu, em 30 de janeiro, a região já foi responsável por 21 erupções de classe C, 38 de classe M e cinco de classe X. É nessa mancha que ocorreram todas as explosões recentes monitoradas pela Nasa.
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O que são erupções solares e por que elas acontecem?
As erupções solares são fenômenos relativamente comuns e fazem parte da atividade natural do Sol. Elas ocorrem quando há liberação súbita de energia acumulada no campo magnético do astro, geralmente associada às manchas solares.
O Sol passa por ciclos de atividade que duram, em média, 11 anos. Durante esses períodos, o campo magnético do astro se intensifica e se inverte, aumentando a ocorrência de manchas visíveis e de erupções mais fortes, como as observadas atualmente.
Entenda a classificação das erupções solares
As erupções solares são divididas em classes conforme a intensidade da radiação liberada. As de classe X são as mais severas e podem impactar diretamente satélites e sistemas de comunicação. Já as de classe M têm intensidade média, enquanto as de classe C, B e A são progressivamente mais fracas e com poucos efeitos perceptíveis na Terra.
A sequência recente de explosões de classe X em um curto intervalo é considerada rara, mesmo durante períodos de alta atividade solar.