PMCE apreende fuzis, explosivos e 1,6 mil munições em Sobral
Ação integrada das forças de segurança desarticulou bando que atuava na Região Norte com armamento de guerra. Material de grosso calibre foi apreendido
21:55 | Fev. 09, 2026
Uma operação de grande porte realizada pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) na madrugada desta segunda-feira, 9, resultou na apreensão de um arsenal de guerra e na captura de oito suspeitos na cidade de Sobral.
A ação, que envolveu troca de tiros e perseguição, retirou de circulação fuzis, pistolas e uma grande quantidade de explosivos, evidenciando o poderio bélico utilizado pelo crime organizado na disputa territorial da Região Norte.
De acordo com a PMCE, o confronto teve início após o serviço de inteligência monitorar o deslocamento de um grupo que havia roubado uma caminhonete e um automóvel no município vizinho de Graça.
Ao serem interceptados no bairro Residencial Nova Caiçara por equipes da Força Tática, os criminosos abriram fogo contra a composição policial.
No revide, dois suspeitos foram baleados e detidos, sendo que um deles, um homem de 18 anos com antecedentes por posse de arma, não resistiu aos ferimentos e morreu após ser socorrido.
Durante as diligências, que contaram com o reforço do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi) e do CPRaio, os agentes localizaram dois fuzis, seis pistolas, quatro armas artesanais, coletes balísticos e rádios comunicadores.
Além do armamento pesado, a Polícia contabilizou 1.675 cartuchos de diversos calibres, incluindo munições de 5.56 e 9mm, capazes de perfurar blindagens leves.
O grupo também portava 20 equipamentos explosivos, material com alto poder de destruição. Todo o material e os suspeitos capturados, que incluem adolescentes e adultos com extensas fichas criminais por homicídio, tráfico e roubo, foram encaminhados à Delegacia Municipal de Sobral.
Caso de extorsão contra distribuidoras de água e gás
Na semana passada, a Polícia Civil desarticulou um esquema de extorsão que aterrorizava comerciantes locais. Investigadores descobriram que membros da facção estavam obrigando distribuidoras de gás e água a venderem apenas marcas determinadas pelo grupo, além de cobrarem "taxas de proteção".
Na ocasião, suspeitos chegaram a ser presos utilizando fardamentos de empresas de água para circular livremente pelos bairros, fiscalizando se os comerciantes estavam cumprindo as ordens impostas pelo crime.
A apreensão dos fuzis e explosivos nesta segunda-feira representa um golpe duro na capacidade operacional do bando, enfraquecendo tanto o braço armado, responsável pela defesa de territórios, quanto a estrutura de coação utilizada para extorquir a população.