Ex-marido assassina mulher em meio a desentendimento sobre a guarda do filho, diz MPCE

Acusado, identificado como Diego Almeida Castro, de 40 anos, foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará pelo crime de feminicídio após matar a tiros a ex-companheira no dia 12 de dezembro do ano passado

17:11 | Jan. 10, 2026

Por: Mirla Nobre
Karine Gonçalves Luciano Barros, 39, foi morta a tiros pelo ex Diego Almeida Castro (foto: Reprodução/Leitor Via WhatsApp O POVO)

A psicóloga Karine Gonçalves Luciano Barros, de 39 anos, foi morta pelo ex-companheiro, Diego Almeida Castro, 40, em meio a desentendimentos relacionados à guarda do filho do casal. A informação consta na denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) contra o acusado.

A vítima foi morta no dia 12 de dezembro, no município de Missão Velha, na região do Cariri cearense. A denúncia apresentada pelo órgão foi aceita pela Justiça nesta sexta-feira, 9.

No documento da denúncia, ao qual O POVO teve acesso, consta que, após o término do relacionamento, a vítima e o denunciado passaram a manter uma relação conturbada, principalmente em razão de desentendimentos relacionados à guarda do filho.

O que aconteceu com Karine?

Karine foi atingida por três disparos de arma de fogo efetuados por Diego. A investigação ainda aponta que um comparsa ainda não identificado auxiliou na ação criminosa, levando o suspeito em uma motocicleta.

Antes, ainda segundo o MP, os desentendimentos evoluíram para uma escalada de violência, que inclui ameaças de morte, conforme a investigação. O documento narra que, no dia do crime, quando Karine saía de casa em uma motocicleta, o denunciado e o comparsa se aproximaram.

A vítima foi surpreendida por trás pelo denunciado efetuou três disparos de arma de fogo contra ela. Os tiros atingiram a cabeça e as costas da psicóloga, que morreu no local. Em seguida, os suspeitos fugiram.

Comportamento "frio" do suspeito

Conforme o órgão, o ex-companheiro da vítima foi localizado na residência dele e teria apresentado um comportamento “frio”. Ele foi preso pela Polícia Civil no mesmo dia do crime.

O comparsa ainda não foi localizado. Os suspeitos foram identificados por testemunhas na região onde o crime aconteceu.

A prisão do acusado foi convertida em flagrante para preventiva, onde se encontra recolhido em uma unidade prisional no Estado pelo crime de feminicídio.

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