Janeiro foi o mês menos violento já registrado pela SSPDS em Maracanaú

Um homicídio ocorreu no mês passado no município, a melhor marca desde 2009, quando teve início a série histórica. Estado como um todo apresentou redução

21:42 | Fev. 04, 2026

Por: Lucas Barbosa
INÍCIO de operação policial no Centro Integrado de Segurança Pública (foto: Lorena Louise/Especial para O POVO)

Nenhum mês registrou menos homicídios em Maracanaú (Região Metropolitana de Fortaleza) que janeiro passado, desde quando a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) passou a registrar esse tipo de crime no atual formato, em 2009. Em todo o mês passado, um assassinato foi registrado no município.

Os dados foram disponibilizados pela SSPDS nesta quarta-feira, 4, três dias após O POVO mostrar, com exclusividade, que o mês de janeiro foi o menos violento no Ceará desde 2019, com 191 assassinatos.

O único homicídio registrado em Maracanaú no mês passado vitimou um homem não identificado formalmente em 27 de janeiro no bairro Pajuçara. Até então, os meses com menos assassinatos em Maracanaú haviam computado cinco assassinatos — janeiro e junho de 2009 e fevereiro de 2021.

A redução se deu após Maracanaú registrar 200 assassinatos em 2025, o que representa uma média de 16,66 homicídios por mês. No ano passado, Maracanaú foi o segundo município mais violento do Estado entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, como O POVO mostrou em 10 de janeiro.

Com uma taxa de 79,48 homicídios por 100 mil habitantes, Maracanaú só ficou atrás de Maranguape, também na RMF, que apresentou um índice de 97,58 assassinatos por 100 mil.

Maranguape também apresentou queda no número de assassinatos em janeiro passado, tendo sido computado no município um homicídio. A SSPDS destacou que foi o melhor resultado do município em nove meses.

Ao todo, os 18 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza registraram 36 homicídios em janeiro passado, o melhor desempenho nos últimos 176 meses.

No press release divulgado pela SSPDS nesta quarta, o secretário Roberto Sá creditou a diminuição ao trabalho desenvolvido pela pasta, destacando, por exemplo, a adoção do sistema de metas no Estado.

“Atribuímos esse resultado à metodologia adotada, aos investimentos, à dedicação dos homens e mulheres da Segurança Pública e à estratégia de ampliar a visibilidade do policiamento ostensivo nos locais apontados pela Supesp (Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública) como manchas criminais”, afirmou o secretário.