Projetos da UFC aceitos em edital do Ministério da Saúde receberão R$ 1,27 mi

O valor representa a somatória dos investimentos nos três aprovados que compõem o Programa de Pesquisa para o SUS

19:51 | Jan. 20, 2026

Por: Penélope Menezes
Projetos da UFC aceitos em edital do Ministério da Saúde: veja as três pesquisas da universidade (foto: AURÉLIO ALVES/O POVO)

Três projetos representarão a Universidade Federal do Ceará (UFC) no Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS), seguindo aprovação na chamada nacional. A iniciativa, com edital coordenado pelo Ministério da Saúde, prevê um investimento somado de R$ 1,27 milhão.

O programa tem o objetivo de financiar pesquisas voltadas à saúde da população. Entre os projetos selecionados da UFC, com investimento de R$ 793,68 mil, está um medicamento fitoterápico para o tratamento de asma, utilizando como base o extrato da planta Justicia pectoralis (conhecida como chambá).

A pesquisa, com vigência estipulada de 30 meses, é coordenada pela professora Luzia Kalyne Leal, do Departamento de Farmácia. O projeto antecipa a realização de uma avaliação da segurança (pré-clínica e clínica) e da eficácia clínica em pacientes portadores da doença respiratória.

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Projetos da UFC aceitos em edital do Ministério da Saúde: veja mais duas pesquisas

A produção de uma inteligência artificial (IA), prevendo a facilitação e a melhora do acesso das populações vulneráveis à atenção primária no SUS, também foi uma das aprovadas.

O projeto “SABER+ Saúde IA”, deve desenvolver, validar e realizar a implantação-piloto de um chatbot para o WhatsApp. A proposta é coordenada pelo pesquisador Howard Ribeiro Júnior, servidor técnico-administrativo e docente das pós-graduações em Patologia e em Medicina Translacional da UFC.

Com duração de 30 meses e o envolvimento de pesquisadores da UFC e da Universidade Agostinho Neto (Angola), o projeto prevê a implantação-piloto em duas unidades básicas de saúde da Região Metropolitana de Fortaleza. As áreas selecionadas serão uma urbana, com remanescentes quilombolas, e outra indígena.

Os eixos destacados pelo projeto incluem a implementação de um módulo de pré-consulta digital; geração e envio automático de relatórios clínicos em PDF; criação de funcionalidades voltadas à literacia em saúde e implementação de gamificação educativa.

A terceira pesquisa é coordenada pela professora Aline Veras Brilhante, do Departamento de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (Faculdade de Medicina). O projeto é intitulado “Desenvolvimento de Tecnologia m-Health para Mulheres Autistas Gestantes e Puérperas: uma Inovação Social para Equidade no Cuidado Perinatal”.

De acordo com informe da UFC, a tecnologia de m-Health (app móvel) deve “reduzir barreiras informacionais e de comunicação, melhorar a experiência de cuidado perinatal e contribuir para a diminuição de riscos durante a gestação, parto e puerpério de mulheres autistas no contexto do SUS”.

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