Diretor do Geoparque Araripe assume presidência da Rede Brasileira de Geoparques Mundiais da Unesco

Com a eleição de Eduardo, o Geoparque Araripe é reforçado a proteção do patrimônio geológico e cultural, enquanto expande iniciativas como o Geoparque Sertão Monumental

O diretor do Geoparque Araripe, Eduardo Guimarães, é o novo presidente da Rede Brasileira de Geoparques Mundiais da Unesco. Em entrevista à rádio O POVO CBN Cariri, Eduardo destacou a importância de seu novo cargo para a expansão dos geoparques no Brasil. “Hoje, temos 213 geoparques em 48 países, e esse número está crescendo. Em breve, teremos 228 geoparques em 49 países”, afirmou.

De acordo com Eduardo, para um território ser reconhecido como um geoparque mundial da Unesco, deve possuir um valor internacional em termos de patrimônio geológico, natural e cultural.

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“O Geoparque Araripe, por exemplo, se destaca pelo seu patrimônio paleontológico, com fósseis que datam de milhões de anos, além disso, um geoparque precisa ter iniciativas de proteção do patrimônio e de desenvolvimento sustentável, promovendo a participação ativa da comunidade local”, destacou.

A expansão de novos projetos, como o Geoparque Sertão Monumental, entre os municípios de Quixadá e Quixeramobim, também é reflexo dessa tendência de crescimento. Eduardo, que faz parte do conselho do projeto Sertão Monumental, comentou a importância de fortalecer essas iniciativas para garantir a preservação e valorização das riquezas geológicas e culturais da região.

O Geoparque Araripe, com seus 18 anos de história, tem sido um modelo de como a preservação do patrimônio pode contribuir para o desenvolvimento sustentável da região. “Ao longo desses anos, mais de 100 bolsas de ensino, pesquisa e extensão foram oferecidas, contribuindo para a formação de profissionais altamente qualificados, como advogados, doutores e professores”, ressaltou.

Outro aspecto fundamental é a salvaguarda do patrimônio fossilífero da região. O Geoparque Araripe se tornou líder nacional no processo de repatriação de fósseis, garantindo que esse patrimônio seja protegido para as gerações futuras. Eduardo também mencionou a revitalização de monumentos geológicos, como a Ponte de Pedra, que passou por um processo de contenção para preservar a formação diante de riscos erosivos, um investimento que ultrapassou R$ 1 milhão.

Com a nova responsabilidade à frente da Rede Brasileira de Geoparques Mundiais, Eduardo tem a missão de articular esforços entre os setores público, privado e a sociedade civil para expandir os geoparques no Brasil e promover o desenvolvimento sustentável em mais regiões. “Meu papel será fortalecer a articulação entre os diferentes setores e fomentar a salvaguarda do patrimônio geológico de todo o país”, disse o presidente.

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