Saúde animal: entenda o risco do surto da leishmaniose (calazar)

A grande incidência do calazar em animais na região do Cariri

14:06 | Abr. 12, 2022

Foto de apoio ilustrativo. A grande incidência de leishmaniose em animais na região do Cariri (foto: Thais Mesquita)

A leishmaniose é uma doença endêmica de grande incidência nos animais. Um dos principais motivos que os cães acabam contraindo a doença é pela fácil sensibilidade imunológica, dessa maneira, passam a fazer parte da cadeia epidemiológica da doença.


Em entrevista ao radialista Farias Júnior para a Rádio CBN Cariri, o médico veterinário Paulo Victor reitera quais as formas de transmissão da doença: “A transmissão é realizada através de um inseto, chamado de mosquito palha, que é um inseto muito pequeno, menor que uma muriçoca”.


Segundo Paulo Victor, os principais cuidados que os tutores de cães devem ter com os animais é a prevenção através de repelentes e produtos puros, que são colocados no pelo e na pele dos cães para tentar evitar a transmissão através da picada. Ele explica também que existe um protocolo vacinal, que pode ser aplicado nos cães para tentar diminuir a incidência da doença.

Calazar tem tratamento


A leishmaniose, mais conhecida como calazar, por muito tempo teve como principal orientação ao se identificar um cachorro com calazar o sacrifício do pet, para evitar que ele se tornasse um reservatório da doença e colocasse em risco a saúde humana. No entanto, o médico veterinário explica: “Ela é uma doença que tem tratamento, tem controle clínico e tem cura clínica”. Paulo Victor fala ainda que o cão nunca deixará de ser portador do protozoário, mas ele deixa de transmitir a doença se for feito o tratamento da maneira adequada.


O especialista destaca a acessibilidade e o custo do tratamento. “A situação de custo financeiro desse tratamento é considerado um tratamento elevado, pois existe um protocolo a se seguir e no início ele é oneroso”, finaliza ele.