PUBLICIDADE
Notícias

Médico é preso por envolvimento em esquema internacional de pedofilia

Além de compartilhar o material na internet, o médico financiava pornografia produzida pelo australiano Peter Gerald Scully, preso em fevereiro deste ano

15:35 | 21/12/2015
Uma operação deflagrada nesta segunda-feira, 21, pela Polícia Federal (PF) resultou na prisão de um médico de Uberaba, Minas Gerais, acusado de participar de um dos mais perversos esquemas internacionais de pedofilia. Além de compartilhar o material na internet, o médico, de 29 anos, financiava materiais pornográficos produzidos pelo australiano Peter Gerald Scully, preso em fevereiro deste ano pela polícia filipina, em operação que envolveu as polícias federais da Austrália e da Holanda. A Polícia Federal não divulgou o nome do médico brasileiro.

[SAIBAMAIS4]Scully é acusado de rapto, estupro, tortura e assassinato. Parte do material era feita por encomenda, tendo como vítimas crianças de rua filipinas. Entre os financiadores de seus vídeos estava o médico brasileiro. De acordo com a PF, a aproximação entre o médico brasileiro e Scully teve início em 2012, quando ele ainda era estudante de medicina. A sociedade envolveu também uma mulher filipina.

A partir dos financiamentos obtidos, o australiano e a filipina produziam os vídeos e fotos onde crianças eram abusadas e violentadas sexualmente. Em contrapartida, os financiadores recebiam o material produzido. O médico brasileiro é também acusado de ter ensinado os criminosos a obter remédios para dopar as vítimas antes do abuso.

Um dos vídeos produzidos, considerado pelos investigadores “um dos registros mais degradantes de pornografia infantil em todo o mundo”, envolve uma criança de 18 meses, que foi torturada e violentada sexualmente. Há vários registros com diversas crianças filipinas. Uma delas foi morta e enterrada sob a cozinha da casa onde os abusos ocorriam.

O compartilhamento do material era feito na chamada deep web ou dark web, uma parte da internet que só pode ser acessada com a utilização de softwares específicos que permitem a navegação de forma pretensamente anônima.

O médico brasileiro atendia regularmente em uma unidade de pronto atendimento de Uberaba, local onde foi encontrado e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal na cidade mineira, onde encontra-se preso. Segundo a PF, ele responderá por armazenamento e publicação de pornografia infantil, bem como pelo financiamento de organização criminosa internacional – crimes que podem resultar em penas de até 20 anos de prisão.
Agência Brasil
TAGS