Com gol na prorrogação, Senegal bate Marrocos e é campeão da Copa Africana
Decisão com clima de tensão, teve gol anulado, pênalti defendido e definição apenas na prorrogação
19:09 | Jan. 18, 2026
A grande final da Copa Africana de Nações entre Senegal e Marrocos entrou para a história como um dos confrontos mais aguardados do futebol continente. Neste domingo, 18, as seleções se enfrentaram no Estádio Prince Moulay Abdellah, em Rabat.
Em uma final dramática e cercada de polêmicas, Senegal venceu o Marrocos por 1 a 0 na prorrogação, com gol de Pape Gueye, e conquistou o título continental fora de casa, confirmando sua força no futebol africano.
O Marrocos iniciou a partida buscando controlar o ritmo do jogo, valorizando a posse de bola e tentando acelerar principalmente pelos lados do campo. O Senegal adotou uma postura mais cautelosa nos minutos iniciais, mas cresceu ao longo da primeira etapa, passou a ocupar com mais frequência o campo ofensivo e mostrou força física e velocidade nas transições, levando perigo sobretudo após recuperações no meio-campo.
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Com o passar da partida, a final ganhou intensidade. Os senegaleses passaram a pressionar mais alto a saída de bola adversária, enquanto os marroquinos responderam com organização defensiva e investidas mais diretas. O primeiro tempo terminou equilibrado, com poucas chances claras de gol e a sensação de que qualquer detalhe poderia definir o campeão.
Na segundo tempo, o panorama se manteve. O Senegal voltou mais agressivo, buscando o gol com maior presença ofensiva, enquanto o Marrocos seguiu disciplinado taticamente, explorando os espaços deixados pelo rival. O clima ficou ainda mais tenso quando um gol da equipe senegalesa foi anulado, gerando reclamações no banco de reservas e dentro de campo.
A reta final do tempo regulamentar foi marcada por confusão. Já nos acréscimos, o árbitro marcou pênalti para o Marrocos, provocando uma revolta dos jogadores do Senegal. O técnico Pape Thiaw chegou a pedir que seus atletas deixassem o gramado em protesto, mas, após intervenção de Sadio Mané, a equipe retornou para a cobrança. Brahim Díaz tentou uma cavadinha, mas o goleiro senegalês defendeu e levou a decisão para a prorrogação.
No tempo extra, o desgaste físico ficou evidente, mas Senegal demonstrou maior intensidade e controle das ações. A superioridade foi recompensada quando Pape Gueye apareceu bem na área e marcou o gol que definiu a final, garantindo o triunfo senegalês e o título da Copa Africana de Nações.