Brasil fica fora de primeira leva de vacinas por ignorar Pfizer, lembra Átila Iamarino no Twitter
Para o divulgador científico, o Brasil tem "trabalhado pelo vírus" ao negar medidas sanitárias e atrasar estudos clínicos
13:17 | Nov. 10, 2020
O Brasil ficará de fora da primeira leva de vacinas contra Covid-19 desenvolvida pela Pfizer/BioNTech, por ignorar pedido de acordo da empresa, lembra o biólogo Átila Iamarino nas redes sociais. A afirmação é embasada em uma entrevista do CEO da Pfizer Brasil, Carlos Murillo, e da diretora médica da Pfizer Brasil, Márjori Dulcine, à revista Veja.
Nela, Murillo afirma: "Quando o governo federal não nos respondeu, a companhia nos autorizou a iniciar negociações em nível estadual". Segundo ele, as ofertas nos estados implicam entrega de doses para o começo de 2021, em vez do final de 2020 - como será para outros países. "Pode parecer pouco tempo de diferença, mas o impacto desses três, quatro meses é, do ponto de vista econômico, de milhões, e do ponto de vista de vidas, também é incalculável, na verdade", conclui.
Torcendo pra não guardarem mágoas. Já vamos ficar de fora da primeira leva de doses da Pfizer porque o governo federal do Brasil ignorou o contato deles em julho. Agora vamos pro fim da fila.https://t.co/ADfjjc3yuK https://t.co/ILRd6kf3IX pic.twitter.com/nk67vXa3Q4
A Pfizer anunciou nessa segunda-feira, 9, que a vacina contra a Covid-19 apresentou 90% de eficácia nas análises iniciais da Fase 3. O resultado é promissor, mas preliminar. “É importante observar que não podemos solicitar a autorização de uso de emergência da FDA (Food and Drug Administration) com base apenas nesses resultados de eficácia. Mais dados sobre segurança também são necessários e continuamos a acumular esses dados de segurança como parte de nosso estudo clínico em andamento”, reforçou o diretor executivo da farmacêutica Pfizer, Albert Bourla, em nota.
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A vacina desenvolvida pela Pfizer/BioNTech utiliza o mRNA (código genético) do novo coronavírus para estimular o sistema imunológico humano a produzir defesa contra o Sars-Cov-2. A tecnologia é recente e, até o momento, nenhuma vacina a utiliza. Dessa forma, se os resultados da farmacêutica continuarem satisfatórios, existe a possibilidade de que essa seja a primeira vacina do tipo na história.
Na avaliação de Átila, o governo federal tem "trabalhado pelo vírus" ao negar as medidas sanitárias recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele ainda fez menção à suspensão dos estudos clínicos da Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em colaboração com o Instituto Butantan, de São Paulo.
Enfraquecer SUS
Desincentivar máscara
Incentivar aglomeração
Promover cura que não funciona
Atrasar desenvolvimento de vacina
Se recusar a comprar vacina, mesmo se aprovada
Perder acordo com fabricante de vacina 90% eficaz
Brasil trabalhando pelo vírus.