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'Há lealdades maiores do que as pessoais', afirma Moro

11:35 | 03/05/2020
(FILES) In this file combination of pictures created on April 24, 2020, Brazilian President Jair Bolsonaro (L) gestures as he leaves Alvorada Palace in Brasilia on April 14, 2020 and Brazilian Judge Sergio Moro leaves the Supreme Court of Justice after having lunch with Brazilian president-elect Jair Bolsonaro and court ministers in Brasilia on November 7, 2018. - Brazilian supreme court judge Celso de Mello on April 27, 2020 ordered an investigation into accusations by ex-justice and security minister Sergio Moro that President Jair Bolsonaro sought to
(FILES) In this file combination of pictures created on April 24, 2020, Brazilian President Jair Bolsonaro (L) gestures as he leaves Alvorada Palace in Brasilia on April 14, 2020 and Brazilian Judge Sergio Moro leaves the Supreme Court of Justice after having lunch with Brazilian president-elect Jair Bolsonaro and court ministers in Brasilia on November 7, 2018. - Brazilian supreme court judge Celso de Mello on April 27, 2020 ordered an investigation into accusations by ex-justice and security minister Sergio Moro that President Jair Bolsonaro sought to "interfere" with police investigations. In his decision, obtained by AFP, de Mello gave the federal police 60 days to question Moro about his explosive allegations. The findings could result in either a request for political trial against Bolsonaro or an indictment against Moro for false testimony. (Photos by EVARISTO SA and Sergio LIMA / AFP)
O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro utilizou as redes sociais para afirmar que 'há lealdades maiores do que as pessoais' após ter sido chamado de 'Judas' pelo presidente Jair Bolsonaro e apoiadores do governo. Na noite de sábado, 2, o ex-juiz da Lava Jato concluiu depoimento de mais de oito horas no inquérito que apura suas acusações de interferência política na corporação.
Horas antes do depoimento de Moro, o presidente utilizou suas contas nas redes sociais chamou o ex-ministro de 'Judas' ao divulgar vídeo em que uma pessoa não identificada diz ter ouvido vozes de outras pessoas que falariam com Adélio no momento do crime - mesmo com dois inquéritos da Polícia Federal, um deles já concluído, apontarem que o esfaqueador agiu sozinho.
Durante a manhã de sábado, ao deixar o Palácio do Alvorada, o presidente não quis falar com a imprensa, mas disse a apoiadores que não será alvo de nenhum 'golpe' em seu governo."Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição. Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não", disse.
Moro acusou Bolsonaro de trocar o comando da PF para obter informações e relatórios sigilosos de investigações ao anunciar demissão, na semana passada. O Planalto se preocupa com o andamento de inquéritos que apuram esquemas de divulgação de 'fake news' e financiamento de atos antidemocráticos realizados em abril, em Brasília.
O inquérito em que o ex-ministro prestou depoimento foi aberto a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras, e corre sob relatoria do ministro Celso de Mello, decano da Corte. Tanto Moro quanto Bolsonaro são investigados. O ex-ministro é investigado por suposta denunciação caluniosa e crime contra a honra.

Agência Estado